Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 23/09/2020

A Revolta da Vacina ocorrida no Brasil no início do século XX mostrou que boa parte da população temia pela utilização da vacina como metade profilática, pois, a viam como algo que oferecia risco. De maneira análoga, compreende- se que a indústria farmacêutica atual é capacitada em produzir substâncias para a solução das enfermidades que a população está submetida. Com efeito,é válido discutir a respeito dos medicamentos presentes no mercado de farmácias,não se abstendo dos riscos que acompanham os mesmos bem como sobre as consequências da utilização desses, sobretudo em cursos de uma automatização.

Em primeiro plano, compreende- se que durante os períodos colonial, eram os povos autóctones quem criaram os medicamentos na época, e que o acesso os remédios industrializados se deu após o fim da segunda guerra mundial em 1950. Contudo, embora tal modernização tenha sido tardia, a indústria farmacêutica se apresenta evoluída. Outrossim, a medida em que os medicamentos foram se modernizando e atuando positivamente para a população, os riscos  da utilização indevida de tais drogas foram tornando-se presentes no Brasil hodierno. Segundo a OMS 19% dos mortos em 2019 foram causados por medicamentos.

De outra parte, liminarmente ao pensamento do médico Drauzio Varella, da mesma forma que um medicamento é capaz de solucionar uma enfermidade, é possível que uma utilização indevida do mesmo tenha como consequência um retardo no quadro clínico do indivíduo. Guy Debord, em sociedade do espetáculo, defende que há indivíduos que ignoram certos riscos para gozar de um prazer estético,por exemplo. Em concomitância à tal ideia, tem- se o uso substâncias como as esteroides e anabolizantes - que em suma são usados sem prescrição médica - auxiliam na estética que os padrões atuais definem como o ideal, mas que aprestam alto risco em sua utilização.

Por fim, urge que o Ministérios da Saúde, em parceria com os veículos de divulgação em massa, através de postagens e entrevistas com especialistas, divulguem os riscos e o perigo que a indústria farmacêutica oferece, afim de reduzirem os índices de mortalidade caudados por medicamentos sem a posologia e receituário inadequado. Ademais, torna-se necessário a fiscalização por parte do Ministério Público que visa reduzir a divulgação de “fake news” a respeito da eficácia de alguns medicamentos, que por conseguinte, incentivam a automedicação. Desse modo, a indústria farmacêutica será vista apenas como medida de combate às enfermidades.