Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 06/10/2020

A Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, trouxe o avanço técnico-científico e um de seus pilares foi a pesquisa, pois houve uma série de descobertas e evoluções no campo tecnológico. Desta forma, a área farmacêutica foi uma das mais favorecidas, graças a biotecnologia. Por causa desse avanço, ela foi capaz de desenvolver diversas vacinas e remédios, como contra o sarampo, poliomielite e tétano. Entretanto, devido ao constante uso da tecnologia pela população e o marketing em massa feito pelas empresas que desenvolvem remédios, há um incentivo a automedicação.

Em primeiro plano, é válido citar que, de acordo com pesquisas realizadas pelo site Pragmatismo Político, graças à “psicofarmacologia pediátrica”, as crianças estão cada vez mais diagnosticadas com o transtorno  desafiador positivo (DDO), manias mistas, fobias sociais, entre outros tipos de transtornos e distúrbios. Tal pesquisa revela que são diversas receitas da indústria farmacêutica para medicalizar e monetizar a infância, pois a criança irá medicar-se por tempo indeterminado, então ela é um fonte de renda longeva. Além disso, o sedentarismo é um fator de risco à saúde e, conforme o artigo elucidado pela Amato, Instituto de Medicina Avançada, aumentou no século XXI, devido às tecnologias.

Por consequência, a constante exposição da população as propagandas de remédios que prometem milagres, como a perda de peso rápido, leva a automedicação. Além disso, de acordo com o ICTQ, Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. Tal fato ocorre por causa do fácil acesso aos medicamentos, pois somente os remédios de tarja preta necessitam de prescrição médica. Todavia, o uso de remédios sem supervisão clínica torna-se um ciclo, pois eles têm efeito colateral, então o indivíduo compra mais do produto para curar os sintomas do medicamento anterior.

Portanto, é mister que haja uma diminuição na automedicação, para, também, haver uma melhora no bem-estar da população. Urge que o Ministério da Saúde, faça um controle de vendas dos medicamentos, por meio de um projeto de lei, com o objetivo de diminuir o índice da automedicação. Ademais, a venda dos remédios somente será permitida com prescrição médica. Destarte, a população deixará de ser influenciada por propagandas, não haverá mais o uso de medicamentos sem necessidade e, então, a indústria farmacêutica não será mais um perigo.