Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 06/12/2020

A descoberta da penicilina, primeiro antibiótico, em 1928, pelo médico escocês Alexander Fleming, foi um marco histórico para a medicina. No entanto, têm-se, hodiernamente, os perigos da indústria farmacêutica e, em virtude de serem as condições maléficas, medidas são necessárias para mitigar os perigos existentes. Ademais, a busca pela alta performance e uso intenso de propagandas incentivando o consumo são agravantes dessa problemática.

Em primeiro plano, é preciso destacar a procura por uma melhor performance como óbice no imbróglio, pois estimula o uso descontrolado dos fármacos. Nesse aspecto, exemplo disso é o seriado “O Gambito da Rainha”, na qual o personagem principal, Beth Harmon, faz o uso intenso e sem prescrição médica de um calmante, a fim de ter um bom rendimento nos campeonatos. Similarmente, fora da ficção, é evidente que muitos indivíduos fazem o uso descontrolado de medicamentos com o intuito de alcançarem um alto rendimento no trabalho ou escola, sobretudo dado o fácil acesso aos medicamentos e a banalização das consequências da automedicação, como o vício. Por conseguinte, muitas pessoas consomem substâncias de forma nociva e percebe-se o aumento do número de dependentes químicos.

Além disso, as constantes propagandas nas mídias persuadindo os cidadãos a comprarem remédios sem receita médica é outro fator recorrente, porque geram o consumo de medicamentos de forma inadequada. Nesse aspecto, segundo uma pesquisa feita pelos estudiosos do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal do Sergipe, 20% dos entrevistados relataram utilizarem fármacos por influência das propagandas. Nesse viés, é indubitável que a transmissão, por meio das propagandas, do ideal de que os remédios amenizam ou curam determinadas patologias, como enxaqueca e asma, associada ao desespero de muitas pessoas em busca de um tratamento, acarreta, por um lado, a compra de medicamentos sem consulta prévia a um profissional e, por outro, o seu uso incorreto e sem controle. Desse modo, é substancial alteração desse quadro de influência midiática para evitar maiores riscos à saúde da população.

Depreende-se, portanto, que os perigos da indústria farmacêutica para a sociedade são circunstâncias carecedoras de soluções. Logo, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pelo bem-estar da população- tornar mais rígida a fiscalização nas farmácias brasileiras, por meio de recurso público, a fim de que as pessoas só consigam adquirir remédios através de uma receita médica. Outrossim, o Governo Federal deve tornar obrigatório que todas as propagandas de fármacos recomendem uma consulta prévia ao médico, por meio de um projeto de lei - que deverá ser entregue a Câmara-, a fim de que as pessoas não sejam influenciadas a consumirem medicamentos por conta própria.