Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 08/11/2020

A famosa música “3° do Plural, da banda Engenheiros do Hawaii, inicia-se com uma frase marcante: “Corrida pra vender cigarro, cigarro pra vender remédio”. De fato, acredita-se que o setor farmacêutico manipula doenças para gerar a demanda. Ademais, a música completa: “Eles querem te vender, eles querem te comprar”, fazendo uma analogia entre a alta publicidade de medicamentos que pode aumentar a automedicação. Logo, muitos riscos e outras doenças surgem, discutindo-se o tema: perigos da indústria farmacêutica.

Primeiramente, é imprescindível ressaltar o papel da mídia nesta discussão. Como afirma Ortega y Gasset, quanto mais avançada a sociedade, maiores os problemas, e observa-se isso, de fato. De acordo com uma pesquisa do G1, em 5 anos o total de farmácias cresceu em 40° no Rio de Janeiro. Obviamente, medicamentos são necessários, todavia, a mazela principal é o vício em se automedicar sem conhecer os riscos ou até mesmo a causa do problema, como cita Audous Huxley, sobre um “sistema de escravatura onde os escravos amam a escravidão”. Assim, a indústria farmacêutica cria hipocondríacos, viciados em remédios, assim, viciados em remédios.

Outrossim, as consequências ão evidentes. O setor farmacêutico cria a demanda, impulsionando a automedicação exacerbada e o indivíduo sofre com os impactos, como apontam os dados de uma pesquisa de 2007, feita pela Fundação Oswaldo Cruz, que 35.000 pessoas sofreram intoxicação e 90 morreram. O documentário da Netflix “Take your Pills” mostra jovens viciados em remédios que aparentemente causam um impacto positivo, mas os riscos são evidentes. Faltam ações governamentais e apoio das mídias estimulando uma alimentação saudável e um estilo de vida que não necessita de  suprir todas as necessidades com a medicação.

Fica evidente, portanto, os perigos da indústria farmacêutica. O Governo, junto com o Ministério da Saúde e os setores de farmácia, devem, por meio de projetos sociais, estimular debater entre farmacêuticos, médicos e a população no geral, nos setores privados e nas instituições de ensino,criando maior vínculo entre todos e amenizando problemas, sanando dúvidas e diminuindo os riscos. Além disso, é mister o papel da mídia como difusora do conhecimento, não só estimular uma dieta saudável, mas também propagar hábitos cotidianos que possam diminuir a dependência de remédios, garantindo maior qualidade de vida e por meio da informação, mostrar os perigos do setor farmacêutico. Como afirma Hipócrates, um dos pais da medicina, “saúde não é tudo, mas tudo é nada sem saúde”.