Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 16/11/2020
Em 2016, uma epidemia de overdoses de heroína e analgésicos à base de ópio mataram 63.000 pessoas nos Estados Unidos, na qual fabricantes de medicamentos mentiram sobre a segurança e o risco de dependência dessas drogas. Sob esse viés, é evidente os perigos da indústria farmacêutica para a sociedade contemporânea. Em vista disso, a venda de remédios sem prescrição médica corrobora para o acréscimo desse cenário, além do aumento dos vícios em medicamentos ocasionados por essa conjuntura.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o uso desenfreado de remédios está ligado ao fácil acesso de tais medicamentos. Nesse sentindo, segundo o sociólogo Karl Marx, “Em um mundo capitalizado a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais”. Sob essa ótica, é notório que os estabelecimentos farmacêuticos vendem remédios sem prescrição para visar e alcançar o lucro. Logo, essa venda sem regulamentação torna-se algo de extremo perigo para indivíduos hipocondríacos, em virtude da pessoa que possui essa enfermidade acreditar que é portadora de alguma doença, e assim facilmente realizar a compra de qualquer fármaco para consumo.
Ademais, outro aspecto a ser abordado é o fato de que as drogas levam em variados questionamentos sobre a eficácia do produto, em razão de alguns medicamentos não solucionarem a problemática, e sim originar um vício do mesmo. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Arthur Schopenhauer, o erro do homem é sacrificar a sua saúde em prol de outros benefícios. Por conseguinte, é explícito que ao indivíduo consumir determinado medicamento, há uma tentativa de alcançar um bem estar. No entanto, o vício prolongado de fármacos contribuí para que bactérias resistam a uma medicação futura quando for realmente necessária a consumação.
Depreende-se, portanto, a relevância da criação de alternativas para atenuar os perigos da indústria farmacêutica. Cabe ao Governo Federal, juntamente ao Estado, realizar multas para farmácias que vendem remédios sem receita médica, por meio do aumento da fiscalizações nesses estabelecimentos, a fim de reduzir a automedicação advinda por alguns indivíduos hipocondríacos. Além disso, o Ministério da Saúde deve informar a população sobre os riscos do consumo desenfreado de medicamentos, por intermédio de campanhas publicitárias, com o objetivo de abrandar essa ameaça da alta consumação dessas drogas para o organismo. Desse modo, será possível conter os perigos da indústria farmacêutica.