Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 15/11/2020
Desde as turbulências sofridas durante o século XX, como as guerras mundiais, foi decorrente a ascensão e estabelecimento da indústria farmacêutica a fim de suprir a saúde pública mundial. Entretanto, é perceptível atualmente sua falta de credibilidade diante dos moldes capitalistas atuais, provocando prejuízos na saúde pública e na evolução medicinal.
Dessa maneira, é racional relacionar o predomínio do neoliberalismo como causa, uma vez que se apresenta como o principal modelo econômico no âmbito globalizado. Isso se justifica na necessidade da supressão econômica dentro da competitividade existente, o que ocasiona a produção de produtos ineficazes para aumentar o número de vendas por casos e tratamentos. Logo, é notório a ascensão dos interesses econômicos quando provocado a dependência medicinal.
Além disso, tal molde industrial, juntamente com a negligência e a falta de conhecimento do povo brasileiro, agravam ainda mais a qualidade de vida da população. Com isso, uma vez que o Brasil possui índices de 79% da população acima de 16 anos que efetuam a automedicação, segundo a ICTQ, o país passa a sofrer severos efeitos, como a superlotação do SUS, provenientes do consumo inadequado de medicamentos integralmente liberados.
Diante de tais fatos, é legitimo afirmar o grande prejuízo social e científico correlacionado com a atuação das farmácias como máquina de capital, negando o direito a saúde revigorada pelos Direitos Humanos. Dessa forma, é papel do Ministério da Saúde e do poder legislativo estabelecer leis que regulam a liberação de medicamentos sem prescrição médica e, como papel da sociedade, realizar manifestações em prol do direito a saúde, por meios online, a fim de garantir um maior bem-estar.