Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 24/12/2020
Os perigos da indústria farmacêutica exemplica o pensamento de Nicolau Maquiavel, filósofo italiano, o qual afirma que os fins justificam os meios. Isto é, experimentos que profissionalizam cobaias e marginalizam parcelas da população mundial estão entre os grandes crimes dessa manufatura. Por outro lado, o Estado contribui onisciente e pouco punitivo.
Nesse sentido, é importante lembrar quando a farmacêutica Pfizer realizou o experiemento de um medicamento contra infecções em crianças sem informar corretamente os responsáveis. Em seguida, o caso, apesar de judicializado, foi encerrado com o pagamento de alguns milhões. O governo africano, por sua vez, foi tão criminoso quanto a empresa, visto que covardemente nenhuma punição foi proporcionada, mesmo após ferirem direitos constituicionais tanto dos infantes quanto dos pais.
Nessa mesma ótica, é importante notar como a fabricação de testes de medicamentos podem ocasionar a profissionalização de voluntários e intensificar a marginalização de camadas já esquecidas da sociedade. Ou seja, apesar de John Locke defender o direito individual, esse direito de escolha pode ser corrompido pela situação financeira e social em que se encontra a pessoa candidata a participar de teste clínicos, como por exemplo, os usuários de drogas naturalmente desumanizados. Logo, o poder público, igualmente responsável pelo bem-estar social, é responsável por essa infeliz situação, cujas pessoas colocam em risco a própria vida em troca de alguns insignificantes centavos.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Justiça crie mecanismos de fiscalização desses testes clínicos envolvendo as farmacêuticas e as responsabilize por meio de leis. Somado a isso, é preciso que o Estado promova saúde e emprego de qualidade a fim de impedir que os civis fiquem desamparados e se ofereçam aos testes apenas pela remuneração. Dessa forma, pode-se iniciar uma desaceleração dos crimes cometidos pela indústria de medicamentos e promova uma sociedade mais ética.