Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 19/11/2020

É possível perceber, ao observar as ruas de certas cidades brasileiras, como Brasília, que há muitas farmácias. Tal fato é corroborado pelo site “GZH comportamento”, o qual afirma que o Brasil está em um momento de “overdose” de farmácias e drogarias. Esse cenário é consequência da demanda de medicamentos que, pela mídias, são apresentados como solução para problemas e ampliadores da qualidade de vida. Dessa forma, a conservação desse quadro, pode vir a ser uma grande questão para a sociedade, não só brasileira, como também a mundial, visto que há, claramente, um excesso de medicalização da vida.

É de conhecimento mundial que a indústria farmacêutica é uma das mais lucrativas do mundo, e , considerando o sistema capitalista atual, assim, como qualquer empresa, ela aspira ao lucro como acima de tudo. Levando em conta que ela está diretamente ligada à saúde e ao bem-estar populacional, o mundo se encontra em uma situação seriamente perigosa. Por conseguinte, sutis mudanças por tais indústrias foram feitas ao longo do tempo, como a conclusão de que medicamentos para doenças crônicas são mais rentáveis que os curativos. Dessa forma, muitas doenças perderam o incentivo de pesquisa, as quais foram chamadas de doenças negligenciadas pelo site  “BBC news”.

Outro fator que favorece o alto consumo de medicamentos é a influência da mídia, financiada pela própria indústria, principalmente no âmbito da estética e psicológico. É notável, nos jornais, nas redes sociais, as propagandas em relação a resultados milagrosos de determinados procedimentos e medicamentos ligados ao rejuvenescimento e ao ideal estético. Isso pode causar graves efeitos para a sociedade, como a autodepreciação e o vício, os quais são base para doenças mentais, tais quais: depressão e ansiedade, o que as levam a consumir mais remédios, tornando-se um ciclo vicioso.

Destarte, reforça-se a ideia de que a influência feita mídia acerca do uso de medicamentos cerca os indivíduos de diversas maneiras. Em suma, a indústria farmacêutica procura obter grande retorno financeiro por meio de todas as possibilidades, cercando as pessoas com comerciais, e, como visto, adoecendo-as. Assim, compete ao Poder Legislativo criar uma lei  que restrinja os limites de suas ações, sendo implementada com eficácia. Ademais, o governo deve fazer campanhas de conscientização acerca da ingestão desnecessária e desenfreada de determinados comprimidos e alertando sobre os perigos de tal comportamento, promovendo, desse modo, uma população mais saudável tanto fisicamente como mentalmente.