Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 03/12/2020

No documentário “Take your pills”, é narrado o constante uso de medicamentos para melhorar a performance profissional pelos jovens estadunidenses. Não obstante ao enredo, no Brasil, nota-se o rotineiro uso de medicamentos, não somente para alcançar objetivos profissionais, mas também para livrar-se de forma prática de desconfortos físicos e características corporais indesejáveis. Nesse viés, tem-se a alienação da população brasileira aos efeitos da química, bem como o fácil acesso às drogas, como as mais contrastantes causas dos perigos da indústria farmacêutica no Brasil, os quais são fatores de degradação da vida das pessoas.

Convém relembrar, a princípio, o cenário da “Revolta da Vacina” no Brasil, na qual populares se rebelaram contra o governo para não tomarem a vacina contra à varíola por medo aos efeitos desta. Na contemporaneidade, obstante ao passado, muitas pessoas buscam a resolução de suas enfermidades somente nos medicamentos, evidenciando assim, a perda da criticidade da sociedade brasileira. Sob tal ótica, o índice de utilização é fruto da ausência de questionamentos sobre a atuação da substância e possíveis danos que podem ser trazidos pelo seu uso corriqueiro. Outrossim, a facilidade de obtenção vinda da não obrigatoriedade de prescrição médica de muitos medicamentos: possibilita o uso em excesso e danoso ao organismo. Assim, muitos brasileiros podem usar exageradamente drogas, que se antes “inofensivas”, agora perigosas pelo alto volume de consumo. Entretanto, são necessárias atitudes que venham a controlar tal princípio causal.

Em consequência, há o constante risco à integridade física e mental das pessoas. A exemplar, no livro “Memórias póstumas de Brás Cubas”, o protagonista produz o “Emplastro Brás Cubas”, um medicamento destinado ao alívio corporal e psicológico contra os males do mundo, utopicamente produzido, não culminava os resultados prometidos. Nesse aspecto, na realidade, muitas pessoas consomem medicamentos objetivando resultados impossíveis de serem atingidos por substâncias e sem possuírem conhecimento dos efeitos reversos que estas lhe poderiam trazer. Deste modo, são comuns as reações de dependência e agressividade ao organismo, sentindo-se o ser, necessitado da continuação ou remediação do dano gerado com outro medicamento, tornando-se o hábito um ciclo vicioso. Assim, tem-se e a sociedade brasileira submissa à indústria farmacêutica e seus ideais de qualidade de vida fundamentados na artificialidade. Nessa perspectiva, é necessário que medidas sejam adotadas para apaziguar tais efeitos.

Logo, com o fito de sanar tais danos: considera-se primordialmente, a educação como fator revolucionário indubitável. Assim, faz-se necessária intervenção estatal e educacional, por meio da criação de exemplares explicativos que ajudem no entendimento das consequências do uso exagerado de medicamentos, com palestras, propagandas televisivas e até mesmo campanhas virtuais. Deste modo, com a informação estarão melhor instruídos os brasileiros, sendo possibilitada maior qualidade de vida, distante dos perigos da indústria farmacêutica.