Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 08/12/2020

Aristóteles já mencionava, na Grécia Antiga, que para obter felicidade, definida por ele como bem supremo, é crucial satisfazer os desejos gerais. No entanto, quando se refere à saúde brasileira, o pensamento do filósofo é desvalorizado, pois há falta de contribuição dos médicos, dos setores farmacêuticos e da própria sociedade para manter o âmbito estável. Dessa forma, é pertinente mencionar como as instituições farmacêuticas influenciam a automedicação dos brasileiros e o papel transformador da população e do governo nessa questão.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a influência da indústria farmacêutica na automedicação da sociedade. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o faturamento das farmácias nacionais aumentou 9,4% em 2017, comparado às vendas de 2016. Sendo que esse crescimento está diretamente relacionado ao consumo exagerado de medicamentos, de maneira primordial, por pessoas que desconhecem os malefícios de se medicar por conta própria ou não têm acessibilidade a consultas médicas de qualidade. Logo, nota-se a relação da escassez de assistência social à automedicação no Brasil.

Diante de tal problemática, é relevante destacar como a ação dos brasileiros e do governo pode modificar essa situação. Ao se basearem na frase de Carlos Drummond, de que: “é hora de recomeçar tudo outra vez, sem ilusão e sem pressa, mas com a teimosia de um inseto que busca o caminho no terremoto”, esses atuantes irão repercutir ideais que ensinem à população a se defender dos ataques da indústria farmacêutica. Por conseguinte, mostrarão que o pensamento de Albert Einstein de não haver distinção entre passado, presente e futuro é uma visão que não reconhece o poder da decisão de mudar, a qual é a ferramenta principal para solucionar a questão da saúde no país.

Em suma, para que os perigos da atuação dos setores farmacêuticos minimizem, é dever do Governo Federal agir nesse cenário. Nesse contexto, é responsabilidade do Ministério das Comunicações, aliado à Anvisa, evitar o uso indiscriminado de medicamentos por brasileiros, por meio de propagandas e palestras que orientem a sociedade a ingerir remédios com prudência, a fim de reduzir os impactos que o consumo desenfreado de medicamentos causa à saúde, como o surgimento ou agravamento de doenças. Assim, o nível de automedicação diminuirá e o pensamento de Aristóteles será cultivado.