Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 02/01/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão dos riscos relacionados à indústria farmacêutica. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática.
Decerto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, “A política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade”. Nessa perspectiva, é possível observar, no Brasil contemporâneo, a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação da população - sobre os riscos relacionados à indústria farmacêutica, tais como a automedicação.
Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática é a má conduta midiática. Sob essa lógica, Martin Luther King dizia, “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Logo, pode-se notar que, no que se refere às consequências da falta de informação sobre o uso de medicamentos sem prescrição médica, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto à prática de conscientizar a nação de forma realista.
Assim sendo, é notória a dificuldade de formar um país mais ético, considerando a realidade do uso indiscriminado de remédios no Brasil . A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do Estado. Para isso, visando a solidificação de uma solução, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação -tendo o Ministério da Saúde à frente- deve criar um Programa Nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e de palestras que ensinem a apologia ao respeito, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade ao próximo.