Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 21/03/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, apesar da sociedade brasileira e teceu críticas ao comportamento egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da indústria farmacêutica. Com isso, surge a questão dos perigos do mercado farmacêutico, que persiste intrínseco à realidade brasileira, seja pelo silenciamento seja pela priorização de interesses financeiros.
Em primeira análise, o silenciamento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Segundo o filósofo Foucault, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da indústria farmacêutica, que tem sido silenciado e colocado a população cada vez mais em risco de saúde do que proporcionando ela. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Outrossim, priorização de interesses financeiros ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Conforme Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como a indústria farmacêutica florescem em virtude da supremacia de financeiros financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a industria framacêutica no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas aos perigos do mercado farmacêutico e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.