Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 29/03/2021
Na Guerra Fria, a indústria farmacêutica foi hemozeinizada pelo investimento em pesquisas, nesse viés, destaca-se o cientifismo, ou seja, a crença de que o conhecimento aplicado seria o meio para o progresso. Todavia, essa ideia é questionada pelo impacto da indústria farmacêutica no Brasil, o que é preocupante, visto que, indiscutivelmente, a vida é relativizada pela priorização do lucro, o que necessita ser combatido. Por assim ser, é importante analisar não só as causas que perpetuam essa problemática, mas também as suas conseqências para os indivíduos que as enfrentam.
Nesse sentido, o neoliberalismo, idealizado pelo economista Jhon Keynes, defendia o domínio de mercado, exceto da cidadania, a qual envolve o acesso a direitos, como saúde, que seria função do Estado. De forma contrária a esse pensamento, o Consenso de Wasthington, ocorrido em 1989, colocou em pauta a prevalência do comércio em todos os âmbitos da sociedade. Essa ideia gerou o predomínio de relações comerciais, dessa forma, a efetivação da solidariedade orgânica, conceito criado pelo filósofo Émile Durkheim, o qual ilustra interesses da lógica capitalista . Esse cenário fomenta o ato de “leiloar a vida”, pois, para a indústria farmacêutica, os indivíduos apresentam relevância quando podem consumir seus produtos, o que compromete o bem-estar.
Somado a isso, sengundo o naturalista Charles Darwin, haveria uma “luta pela sobrevivência”, desse modo, permanaceria animais com características vantajosas. De forma semelhante, a indústria farmacêutica promove mecanismos, os quais garatem a sua hegemonia, como a patente, registro sobre uma pesquisa, possibilitando a exclussividade de fórmulas, o que é negativo, pois pode suceder a elevação dos preços, o que compromete o acesso universal a avanços, como o tratamento de patologias. Ademais, existe um impasse entre a lucratividade e a eficácia de medicamentos, uma vez que, geralmente, serão indicados remédios que proporcionam uma grande margem de lucro, ciclo sucedido pela possível manipulação dos médicos, bem como dos farmaceúticos.
Portanto, os impactos da indústria farmacêutica merecem destaque no Brasil, considerando não só as causas que os perpetuam, mas também as suas consequências para os indivíduos. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, coordenado por Marcos Pontes, promover uma ampliação de pesquisas no âmbito farmacêutico, por meio da promoção de acordos estaduais que possibilitem um maior crescimento nessa área devido á integração entre essas unidades. Essa medida objetiva diminuir a dependência por domínios de mercados, visto que eles podem comprometer o acesso universal a avanços, antes que a homogeneização, iniciada durante a Guerra Fria, continue promovendo a relativização da vida.