Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 07/04/2021

O afamado “jeitinho brasileiro” não se limita apenas aos negócios,mas também é contundantemente aplicado na saúde.O uso indiscriminado de fármacos tornou-se o subterfúgio da sociedade na negligência de auxílio médico adequado,fator que acarreta incontáveis prejuízos ao bem-estar público e fomentam irreparáveis danos funcionais.

O abuso medicamentoso é fruto direto de deficiências basais do sistema de saúde pública,das quais é viável destacar o acesso irrestrito à drogas lícitas,consequência  da desregulamentação de instâncias farmacêuticas, a relativização de danos ao organismo acarretados pelo excesso de elementos químicos,que sobrecarregam o funcionamento natural dos órgãos e carência fundamental na conscientização populacional  sobre os riscos da autoprescrição,agente suscitador da normalização do teor viciante de remédios,aparentemente inofensivos.

A problemática do uso irracional de drogas expressa-se na irremissível dependência psicológica e física de indivíduos saudáveis em compostos químicos,o transtorno é retratado explicitamente no seriado “Grey`s Anatomy”  através da neurocirurgiã Amélia Shepard,viciada em Oxicodona.As consequências do abuso de narcóticos não só originam efeitos colaterais previstos pelo medicamento,mas também são responsáveis por orvedoses,devido ao sobrecarregamento do organismo diante de doses inadequadas de  fármacos.

Diante do exposto,é viável concluir que gradualmente a indústria farmacêutica torna-se um risco súbito à comunidade leiga,exigindo efetiva intervenção de instâncias públicas de saúde,como a OMS-Organização Mundial de Saúde- e ICTQ-Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico- na regulamentação do acesso à  medicamentos,através de  medidas legais que restrinjam a compra de fármacos sem prescrição médica.Não obstante,casos relacionados à automedicação e dependência química serão reduzidos rápida e expressivamente.