Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 19/07/2021
A obra “Raízes do Brasil”, de Sergio Buarque, discorre sobre o jeitinho brasileiro, muitas vezes, problemático de lidar com as situações da rotina. Nesse sentido, está os perigos da indústria farmacêutica, uma vez que as pessoas fazem uso indevido de medicamentos e com auxílio desregular e por causa do desconhecimento das substâncias podem estar expostas a vários efeitos colaterais.
A princípio, as pessoas usam os medicamentos de maneira incorreta seguindo os conselhos de não profissionais ou de empresas que visam ao lucro e negligenciam a saúde pública. Nesse contexto, semelhante a série “The Big Bang Theory”, em que um personagem Bernadete, biomédica, comemora o surgimento de um novo fungo, pois com isso as pessoas passam a procurar prevenção da doença, ou seja, as pessoas vendem mais e informam menos, já que existe a automedicação e as farmácias colaboram com isso, visto que, muitas vezes, vendem sem prescrição médica. Assim, essas escolhas marginalizam a saúde individual, uma vez que não há investigação concreta quanto a necessidade particular de cada indíviduo ou busca por formas de tratamentos com profissionais e procuram caminhos ineficientes.
Paralelo a isso, o uso desmedido de remédios gera consequências para o estado do cidadão, já que não possui o tratamento adequado. Nesse âmbito, o filme “Fuja” mostra os malefícios do uso desregulado de medicamentos, em que a personagem, Chloe, sofre com muitos problemas de saúde, e vários deles causados pelos fármacos que ela ingere. Análogo à realidade de muitas pessoas que desconhecem os efeitos causados pelos medicamentos ou suas consequências, devido a não usarem corretamente e ainda desconhecerem as contraindicações ou, até mesmo, seu próprio sistema corporal. Logo, o uso errado do medicamento traz prejuízos para a saúde ao invés de benefícios.
Portanto, a indústria farmacêutica não deve ser considerada fonte de perigos para a sociedade, mas sim fonte de bem estar. Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde orientar sobre o uso correto de fármacos para que sua ingestão não seja prejudicial para a saúde da população e ainda auxiliar nos postos de saúde, por meio de campanhas educacionais sobre como usar os medicamentos, de acordo com as medidas profissionais, isto é, quando, quanto e para que usar, a fim de que as pessoas utilizem os remédios conforme suas necessidades. Ademais, o Ministário da Saúde deve fiscalizar os estabelecimentos farmacêuticos, sobretudo aqueles que orientarem as pessoas de maneira errada, ou seja, aqueles que recomendam remédios apenas com a intenção de lucrar e negligenciam a saúde, por intermédio de visitações ao local e não só diálogos com os clientes, mas também aplicação de questionários sobre essas ações, a fim de que evitar condutas equivocadas quanto ao uso de remédios.