Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 30/10/2021
A descoberta da penicilina, durante a Segunda Guerra Mundial, revolucionou o tratamento de bacterioses e evitou a morte de muitos soldados e civis no conflito. Hodiernamente, a rápida evolução da indústria farmacêutica fez com que tal droga se tornasse apenas mais um antibiótico disponível no mercado. Porém, o crescimento exponencial da indústria de medicamentos deve ser problematizado, visto que apresenta perigos quanto à automedicação e à seleção de microorganismos cada vez mais resistentes.
Sob esse prisma, o documentário “Take your pills” evidencia a trágica realidade de jovens que, clandestinamente, compram medicamentos que melhoram o desempenho nos estudos ou no trabalho. Nesse sentido, o longa metragem mostra como essa indústria mercantiliza a saúde dos consumidores, ao passo que permite a automedicação explícita. Por conseguinte, essa banalização do uso indiscriminado de medicamentos faz com que as pessoas se tornem cada vez mais dependentes e, consequentemente, o mercado de fármacos lucre cada vez mais.
Outrossim, uma teoria evolucionista de Charles Darwin explica como os organismos adaptados ao meio possuem mais chances de sobrevivência em detrimento dos mais fracos. Diante disso, os estudos darwinistas podem ser exemplificados pelo uso indiscriminado de remédios, o qual seleciona artificialmente os patógenos mais resistentes. No entanto, esse fato, apesar de preocupante para a saúde pública mundial, beneficia a indústria farmacêutica, que pode produzir medicamentos mais fortes e de maior custo para o mercado.
Diante do exposto, medidas são necessárias para atenuar os supracitados riscos da indústria medicamentosa. Para tanto, o Ministério da Saúde - órgão federal responsável pela saúde pública - deve aumentar a fiscalização sobre a indústria de fármacos. Assim, isso pode ser feito por meio do controle mais rigoroso sobre as receitas médicas, além da venda de caixas de remédio com menos doses, a fim de limitar a automedicação e evitar o uso exacerbado. Por fim, essa alternativa será fundamental para minimizar os perigos da indústria farmacêutica e evitar que importantes descobertas, como a penicilina, sejam mal usadas pela humanidade.