Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 25/09/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata o percurso de uma pedra presente em sua trajetória. Embora o contexto do poema do contista não tenha sido escrito sob o viés social, percebe-se um alinhamento com a realidade brasileira, no que tange aos perigos da indústria farmacêutica. No sentido de que esse é um notório problema social que persiste sem solução, em razão da falta de políticas públicas e do silenciamento social.
E primeira análise, nota-se que a falta de ações governamentais é causa manifesta da matéria. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre os riscos do comércio de fármacos e atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve ao povo com ações, planos e metas públicas que tratem dos impasses causados pela problemática, com efeito, a dependência química e a auto-medicação são as consequências inadmissíveis dessa lacuna e que necessitam de resolução.
Da mesma forma, tem-se o silenciamento social como faltor coadjuvante do revés. Em consonância a isso, a escritora brasileira Martha Medeiros, discorre, em uma de suas obras, sobre a falta do debate social, afirmando que o indivíduo silencia tudo aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a relação da afirmação da autora e a questão do perigo da venda e distribuição de medicamentos, já que o Estado mantém essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, das quais, seus responsáveis, não demosntram capacidade para dirimr.
Portanto, algumas medidas são necessárias para a resolução da problemática. Sendo assim, a população, por meio de um projeto social online, deve criar uma campanha de incentivo, que trabalhe paralelamente com ações governamentais, como na questão dos perigos da indústria farmacêutica. Tal campanha deve ter repercussão nacional e representantes de todos os estados brasileiros, para que se possa cobrar do Estado maiores ações, planos, metas, projetos e investimentos públicos voltados para a sociedade. Além disso, o Ministério da Educação, por intermédio de escolas e universidades, deve criar oficinas e palestras de debate, para minimizar o silenciamento social em torno do problema. Espera-se, dessa forma, que a população possa exercer seu protagonismo e trabalhar em parceria com o poder público. Somente assim, a questão deixará de ser uma pedra no meio do caminho da sociedade.