Os perigos da indústria farmacêutica

Enviada em 07/09/2021

No filme “Requiem for a Dream”, evidencia-se o caso de Sara Goldfarb, que, para emagrecer mais rápido, aumenta sua dosagem de anfetaminas e, com isso, adquire transtornos mentais. De maneira análoga, assim como Sara, inúmeros indivíduos passam pela mesma situação — têm suas vidas arruinadas pelo uso incorreto de medicamentos. Nesse sentido, em razão de uma alienação social e de uma má influência midiática, emerge um grave problema: os perigos da indústria farmacêutica.

Diante desse cenário, vale destacar que a falta de acesso à informação é um grave fator aos altos índices de automedicação. Nesse viés, conforme Schopenhauer, os limites do campo de visão de um indvíduo determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Sendo assim, no que tange à alienção em torno do uso indevido dos fármacos, percebe-se que as instituições farmacêuticas e as de ensino não levam esse conteúdo à sociedade, o que origina um estigma associado aos diversos efeitos colaterais dessas drogas e, consequentemente, limita o conhecimento de mundo da sociedade. À vista disso, segundo o Instituto de Pós-Graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico, quatro quintos dos brasileiros ingerem remédios por conta própria. Logo, fica nítido que, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional.

Ademais, é importante salientar que a mídia, muitas vezes, atua de modo maléfico e dificulta o desenvolvimento intelectual da nação. Sob esse ângulo, consoante o jornalista Carlos Heitor Cony, a internet é poluidora, não no sentido ecológico — mas no espiritual. Diante disso, ao se observar grande parte dos conteúdos presentes nos veículos de informação, nota-se que muitos não são verdadeiros, por exemplo, as inúmeras mensagens presentes no Whatss App, as quais estimulavam o povo a tomar hidroxicloroquina para se proteger do coronavírus. No entanto, os antibióticos combatem bactérias e, basicamente, são ineficazes aos vírus, além de que o uso exacerbado deles pode selecionar artificialmente esses seres procariontes e originar doenças mais fortes. Assim, enquanto o não acesso à informação legitimada for a realidade, o progresso intelectual do país será afetado negativamente.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação — regulador das práticas educacionais do país —, com o Conselho Federal de Farmácia, desenvolva um projeto pedagógico, por meio de eventos nas escolas, os quais arbordarão sobre os ricos da automedicação, com profissionais qualificados, como médicos e farmacêuticos. Nesse contexto, tal proposta terá a finalidade de levar mais conhecimento aos pais e aos alunos acerca da Farmacologia. Por sua vez, os administradores virtuais devem, por intermédio do incentivo popular à realização de denúncias, capturar os criadores de fake news e puní-los adequadamente. Dessa forma, espera-se frear os perigos da indústria farmacêutica.