Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 15/11/2021
A indústria farmacêutica teve avanço exponencial no último século, seja pela descoberta de novas tecnologias advindas das Revoluções Industriais, seja pela necessidade de fármacos mais complexos para o tratamento de enfermidades desafiadoras. No entanto, apesar de fundamental, a atuação desse setor pode apresentar perigo significativo para a sociedade. Isso ocorre, principalmente, devido à facilidade de acesso à medicamentos controlados e, também, ao consequente aumento da automedicação desregularizada.
A partir disso, entende-se que a raiz da problemática está na falta de empecilhos durante a compra de determinados remédios. Nessa perspectiva, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é notório que a venda de certas drogas legais deve ser feita mediante confirmação de prescrição por um profissional de saúde. Entretanto, tal princípio não é executado, visto que ocorre a comercialização desregrada desses fármacos. Assim, o fácil acesso a medicamentos controlados, os quais tem obrigatoriedade de receita oficial, ocasiona na normalização do uso desmedido e pode resultar em complicações posteriores, como a dependência do indivíduo.
Consequentemente, o fator supramencionado oferece oportunidade de automedicação pessoal. Nesse sentido, a viabilização de remédios sem regularização incentiva a sociedade à compra desses, na medida em que a análise do profissional de saúde é interpretada como dispensável e a receita não é requerida durante a transação. Tal panorama representa falta de ética social, tendo em consideração a falta de irresponsabilidade pessoal na insistência de uma ação classificada como incorreta por um órgão oficial supracitado. Logo, a automedicação, promovida pelo fácil acesso à medicação controlada, não só provoca a banalização da problemática, mas também motiva sua propagação.
Portanto, é dever do Ministério da Saúde, responsável pela administração da saúde pública, organizar a venda de fármacos controlados, por meio de campanhas destinadas aos proprietários de farmácia, a fim de promover o comércio regrado proposto pela ANVISA. Ademais, é preciso que o Estado, instituição de poder máximo, oriente sobre os riscos de automedicação, por intermédio de publicidades informativas, com o fito de contribuir com o fim da normalização da temática. Desse modo, é possível oferecer uma conjuntura segura para a atuação da indústria farmacêutica na sociedade.