Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 03/04/2022
A Organização Mundial da Saúde define o conceito de saúde como o “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença”. A partir disso, é inegável que a indústria farmacêutica não segue a risca esse princí-
pio uma vez que ela coloca em risco a saúde das pessoas, sobretudo pelo incentivo a automedicação, o que pode ocasionar o aparecimento de superbactérias.
Primeiramente, é importante dizer que as intensas propagadas veiculadas em todos os meios por essa indústria estimulam o público-alvo a ingirirem medicação por conta própria. Em uma propaganda sobre um medicamento pra dor de cabeça, por exemplo, é dito: “Dor de cabeça? Chama a Neosa”, o que desvia do correto, que seria conseguir, antes de tudo, uma prescrição médica. Dessa forma, a
automedicação pode provocar o agravamento da doença, pois se feita de forma inadequada tem potencial de esconder sintomas.
Além disso, de acordo com o ICTQ (Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), em 2018, 79% dos brasileiros com mais de 16 anos to- mavam remédio deliberamente. Sendo assim, partindo do pressuposto que todos os remédios possuem efeitos colaterias, em maior ou menor grau, a automedica-
ção torna-se um ciclo vicioso e, assim, propiciam o surgimento de bactérias resis- tentes ao tratamento, as superbactérias, que preocupam cientistas do mundo todo por ameaçarem a saúde indivídual e coletiva.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Concerne ao Governo no Federal, por meio de verbas governamentais, promover campanhas publicitárias que visem desincentivar a automedicação, abordando seus riscos. Ademais, esse mesmo governo, por meio do Ministério da Educação, deve promover aulas nas escolas sobre o tema a fim de educar os alunos desde cedo. Assim, espera-se combater a automedicação e os perigos da indústria farmacêutica no Brasil.