Os perigos da indústria farmacêutica
Enviada em 27/10/2024
Em 1976, o mundo conheceu uma das obras mais importantes para a história recente: o “Dicionário da Política”, em que Norberto Bobbio afirma ser do Estado a garantia do bem-estar. No entanto, os perigos da indústria farmacêutica impede que a população brasileira vivencie tal direito, o que representa gravíssimo problema. Com efeito, para solucionar o impasse, há de se combater a omissão estatal, bem como fortalecer a dignidade humana.
A princípio, é imperioso destacar a inércia estatal como um fator determinante para a problemática. Nesse sentido, John Locke, entendia que a população deveria confiar no Estado, que, por sua vez garantiria direitos aos indivíduos. Todavia, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que os problemas em relação as indústrias farmecêuticas não tem sido tratado com a devida importância no cotidiano. Nesse contexto, a ausência da prioridade estatal se justifica a partir da falta de políticas públicas que garantam uma prevenção de saúde, uma vez que faltam o financiamento de medicamentos, o sistema de suprimento, a regulação e a garantia da qualidade, o que demonstra a negligência do governo em prover esse hábito à sociedade. Desse modo, enquanto a omissão for a regra, o bem-estar será a exceção.
Ademais, somente a valorização da saúde fará a dignidade se tornar uma regra. Dessa maneira, antes da Revolução Francesa, alguns indivíduos não eram tratados com respeito e permaneciam excluídos, o que mudou com o surgimento do Iluminismo. Entretanto, a população ainda não experimenta todos benefícios assegurados, uma vez que o Brasil não apresenta medicamentos com qualidade, o que garantiria uma melhor qualidade de vida e de dignidade aos indíviduos, como a redução de consequências em relação a doenças crônicas. Assim, é notório que a indústria farmacêutica inviabiliza a construção de uma sociedade solidária.
Portanto, o MInistério da Economia e as empresas, por meio de projetos sociais, devem instituir medica imentos de qualidade para a população, além de destinar um auxílio financeiro aos indíviduos, com a finalidade de promover o bem-estar e dignidade aos indíviduos. Com isso, o conceito defendido por Bobbio, será, em breve, realidade na sociedade brasileira.