Os perigos da instabilidade política e o surgimento de um herói patriota

Enviada em 02/08/2022

Inevitavelmente, a política trascende protocolos e espaços formais de trativas sobre o assunto, e com o avanço da tecnologia atual, se encontra cada vez mais presente no cotidiano do cidadão. Não haveria necessariamente uma problemática nisso, mas tal fato somado ao fanatismo e à ignorância da população, além de interesses pessoais de agentes políticos, faz com que o cenário seja alarmante.

Na obra “Favela Vive 4”, o artista César MC traz: “Política perde o sentido quando a guerra é de fã clubes”. Em seu verso, sintetisa a situação atual comumente encontrada ao redor do mundo, mais especificamente no Brasil de forma escancarada. A causa raiz do problemático fanatismo, normalmente se encontra na criação doméstica, isto é, frustrações que gerações passadas tiveram com determinado governo, de certo modo moldam achismos e personalidade de forma geral do indivíduo, influenciando a maneira que a criação da próxima geração pensa, desde muito pequenos. Estes irão crescer com uma mentalidade tendenciosa e terão resistência na busca pelo outro lado da moeda, por já existir um pré-julgamento. Dessa forma o bem-estar do país, que deveria ser a prioridade, fica em segundo plano.

Além disso, os agentes políticos agindo por interesses próprios é o que faz essa roda continuar girando em ciclo vicioso. Pode-se pegar como exemplo os inúmeros golpes militares que o continente africano sofre até hoje. Após anos de governança francesa em seu território devido ao Pacto de Berlim, Burkina Faso enfim conseguiu se desvencilhar do “cabresto”. Thomas Sankara governou o país na década de 80 e contribuiu bastante para o crescimento e autossuficiência do território. Acontece que, guiado por interesse próprio e alianças externas, seu braço direito o assassinou e implementou um regime militar, devolvendo o país para um cenário de pobreza e ausente de esperança.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, através de direcionamento de verbas e adequações nos componentes curriculares, a implementação de pautas com educação política, sem viés tendencioso. Objetivando principalmente a formação do indivíduo enquanto cidadão capaz de analisar criticamente o que é melhor não apenas para si, mas para o coletivo.