Os perigos da instabilidade política e o surgimento de um herói patriota

Enviada em 26/09/2022

Na crônica “Eu sei, mas não devia”, da escritora brasileira Marina Colasanti, desenvolve-se uma crítica ao conformismo social, pois a modernidade está se acostumando aos problemas invés de tentar soluciona-los. A partir disso, pode-se argumentar que a banalização coletiva nas questões políticas estão progressivamente mais acentuadas, reforçando uma estrutura governamental frágil e com políticos pouco capacitados. Portanto, para conseguir reverter o cenário instável na politicagem é necessário mudanças culturais e educacionais.

Em primeiro plano, é evidente que a cultura de negligenciar a participação consciente na política ainda é extremamente presente no Brasil, como exemplo, a venda de votos no início da democracia brasileira. Nesse contexto, o poema “É preciso agir”, do dramaturgo Bertolt Brecht, ressalta a ideia da indiferença social e seus efeitos para a sociedade. Analogamente, na atualidade, essa indiferença cultural é ocorrente, desencadeando as mais diversas injustiças sociais, aumentando a segregação e a intolerância.

Outrossim, cabe destacar que a educação ética e cívica ainda é subdesenvolvida na sociedade brasileira, pois o respeito a adversidade e ao debate deliberativo ainda é escasso no país. Assim, o filósofo prussiano Immanuel Kant, em seu aforismo “O ser humano é o que a educação faz dele”, caracteriza a educação como ferramenta de aperfeiçoamento individual. Em contrapartida, na modernidade, a educação ainda é precária, influenciando diretamente no sistema político em que há poucos eleitores críticos, favorecendo a alienação e manipulação pelos políticos.

Portanto, é importante que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, o ministério da educação (mec), responsável pela gestão da educação coletiva no brasil, desenvolva por meio de verbas governamentais, aulas de ética e cidadania nas escolas com professores de filosofia qualificados. Sendo assim, os crianças poderão usar a educação, como sugere o Kant, para se tornarem mais críticos nas decisões políticas e na vida social, tornando a longo prazo o país mais estável e justo, combatendo a alienação na sociedade.