Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional
Enviada em 17/09/2024
De acordo com os sociólogos alemães Adorno e Horkheimer a Indústria Cultural é responsável por enganar os telespectadores na intenção de fomentar o consumismo. Em outras palavras, isso pode ser observado pelo uso de mecanismos como o greenwashing, cujo objetivo é manipular os consumidores e garantir a lucratividade corporativa. Dessa forma, notam-se que os perigos dessa prática ilegal resultam da perspectiva do mercado globalizado bem como da banalização desse mal no corpo cívico contemporâneo.
Sob esse prisma, é primordial destacar a perspectiva mercadológica brasileira como fator agravante do greenwashing. Nessa conjuntura, segundo a obra “O Capital”, escrita por Karl Marx e Friedrich Engels, o capitalismo prioriza a lucratividade em detrimento de valores. Nesse cenário, diversas empresas, no Brasil, estruturadas em base capitalista, atuam a partir do uso de termos de cunho sustentável para atrair consumidores engajados no Ecodesenvolvimento. No entanto, essa manipulação da verdade desvaloriza o indivíduo na medida em que o setor corporativo não entrega as características compostas nas embalagens, o que fere o Direito do Consumidor e limita sua condição de Cidadão.
Além disso, atesta-se que a lavagem verde tende a permanecer intrisecamente ligada à realidade da nação. Isso porque, seguindo a teoria da estudiosa alemã Hannah Arendt, a Banalização do Mal ocorre quando a sociedade se torna apática e aceita passivamente ações que ameaçam sua integridade humana. Diante do exposto e levando-se em conta o contexto organizacional da prática de greenwashing, os consumidores acostumados com a veiculação das propagandas enganosas não entram com recursos para combater o crime. Desse modo, a prática do falso sustentável encontra um terreno fértil para agir em prol do lucro.
Com isso, notam-se os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional. Portanto, cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - órgão responsável pelo desenvolvimento do mercado laboral - a maior fiscalização das empresas no processo fabril, por meio de incentivos fiscais ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) para que se cumpra as regras de seu código no combate da lavagem verde.