Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional

Enviada em 19/09/2024

Conforme a Constituição Federal brasileira, em seu Artigo 23, inciso VI, é da competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. Todavia, o avanço do “greenwashing” mostra que essa proteção não tem efetividade. Portan-to, é necessário investir em informação para que a maldade humana não destrua o meio ambiente, bem como na punição das empresas fraudulentas.

Primeiramente, frisa-se que o “greenwashing” é uma estratégia de publici- dade, falaciosa, usada por empresas para parecerem sustentáveis quando na reali-dade não são. Recentemente o Burguer king foi acusando de marketing fraudulen- to por comercializar o Whopper como sustentável, porém, a embalagem do produ -to contém substâncias nocivas ao meio ambiente. Contudo, vale salientar, que con- sumidores compram tal bem interessados na sustentabilidade, logo, pessoas com o propósito ambiental não podem continuar sendo vítimas dos fraudadores.

Ademais, as vítimas podem ajudar a combater essa prática e denunciar as empresas aos órgãos responsáveis . Nesse viés, caso o consumidor veja algum rótulo ou publicidade que contenha “greenwashing”, podem e devem requerer res- sarcimento de seus danos, pois a propaganda enganosa é um crime contra o con- sumidor previsto entre os artigos 66 e 69 do Código de Defesa do Consumidor. Por- tanto, esse tipo de divulgação pode trazer um grande prejuízo ao estabelecimento, assim como um dano a sua imagem e a perda de parcerias.

Em vista disso, os entes federativos, por meios dos seus órgãos de fiscaliza- ção como o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) de- vem divulgar na imprensa o nome das empresas autuadas como “greenwashing” para que o usuário saiba qual produto não consumir. Além disso, deve ser ensina- do nas escolas quais produtos são poluentes do meio ambiente para que cada comprador fiscalize seu produto. Dessa forma, com educação e fiscalização, ficará mais fácil inibir o surgimento de novas empresas que atuam com falsas promessas sustentáveis.