Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional
Enviada em 18/09/2024
A Constituição Federal (CF) assegura direitos fundamentais à vida digna de seus cidadãos. Porém, os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional e suas consequências, como a descredibilidade das propagandas favoráveis ao equilíbrio ambiental, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. Assim, de acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre a prática de greenwashing pelas empresas destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Desse modo, a população não toma iniciativas para prevenir que caiam nas falsas propagandas ambientalistas apresentadas por empresas que praticam o greenwashing. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação das práticas imorais relacionadas ao greenwashing, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos gerados pelas empresas que praticam o greenwashing, como a descredibilização dos movimentos pro ambiente por empresas comprometidas com a verdade contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo,tendo em vista a baixa coibição dessas práticas capciosas que enganam a população. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que a prática do greenwashing é obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, convidar profissionais do marketing para orientar a sociedade.