Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional
Enviada em 19/09/2024
A obra " o grito" de Edvard Notch mostra uma figura andrógina em um estado de profunda angústia e desesperança a qual se encontra envolta em uma atmosfera de profunda desolação . Nesse sentido, esse sentimento é compartilhado com pessoas vítimas de greenwashing, prática em que empresas ludibriam consumidores a acreditarem que estão seguindo uma agenda sustentável, quando na realidade, não a praticam. Sob essa ótica, é vital um estudo a respeito dos perigos das práticas de greenwashing no contexto organizacional, tendo como vista o uso de propaganda falsa e o consequente poluimento ainda maior do planeta.
Antes de tudo, é necessário salientar o efeito da propaganda. Em paralelo, uma das publicidades mais contraditórias foi a realizada pela marca Garoto, onde mostra uma criança hipnotizando outra a comprar o seu produto “compre batom, compre batom”. A luz disso, em um mundo cada vez mais preocupado com as questões ambientais, há um forte apelo das empresas de venderem um produto que agrade a essa agenda para que assim, bem como no comercial, consigam seduzir esses sujeitos a obter seus produtos. Dessa maneira, o forte motivador é a maior quantidade de vendas.
Consequentemente, há uma falsa sensação de que a sociedade está evoluindo para um mundo sustentável. Concomitantemente, o filme Wall-E narra uma distopia em que os cidadãos são obrigados a saírem da Terra uma vez que essa encontra-se incompatível com a vida humana, em decorrência de sua grande poluição. Entretanto, infelizmente, essa situação não se encontra muito longe da realidade, uma vez posto que o planeta já apresenta hoje a poluição exarcebada, como o caso do rio Tietê em São Paulo, ou ainda inviabilização de recursos como a seca no Mar de Aral em Uzubiquistão. Por essa razão, o uso do marketing enganoso nessas questões mostra-se danoso a evitar com que tais condições se ampliem e se tornem ainda mais prejudiciais ao ecossistema.
Portanto, é essencial que