Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional
Enviada em 20/09/2024
A Conferência de Estocolmo em 1972 foi um grande evento mundial na discus-são sobre o meio ambiente e as medidas preventivas para futuras gerações. Entre-tanto, desde então, a luta para salvar o planeta enfrenta diversas adversidades. Di-to isso, os principais perigos da prática de “greenwashing” no contexto organizacio-nal são a banalização do impacto ambiental e o entrave da causa ecológica no cam-po comercial.
Em primeira análise, a “lavagem verde” é responsável por favorecer a vulgari-zação da destruição natural. Nesse contexto, segundo a socióloga alemã Hannah Arendt, quando uma ação transgressiva ocorre múltiplas vezes, aqueles que pre-senciam param de vê-la como errada. Assim, para obterem uma maior lucrativida-de, essas empresas antiéticas, por exemplo, produzem falsos itens “eco-friendly” e propagam discursos ecologicamente corretos, o que torna seus danos contra o meio em algo cada vez mais banal. Desse modo, os contínuos atos ilícitos, em prol do lucro, são participantes ativos no progressivo abalo do ecossistema terrestre.
Em segunda análise, tais ações insustentáveis dificultam o processo de auxílio à biosfera no ramo mercantil. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo René Des-cartes, através da dúvida metódica, o ato de questionar torna-se primordial na a-quisição do verdadeiro conhecimento. Dessa forma, com receio de serem engana-dos, os consumidores poderão passar a contestar a veracidade da qualidade dos produtos. Isso prejudicará o projeto ecológico de empresas comprometidas com o bem-estar da natureza e, por conseguinte, o movimento poderá ser descredibiliza-do na conservação do mundo. Logo, a adoção de medidas recicláveis enganosas pode impossibilitar um desenvolvimento benéfico do planeta.
Portanto, para que os perigos da prática de “greenwashing” no contexto organi-zacional sejam resolvidos, cabe ao Ministério do Meio Ambiente promover uma to-mada de consciência acerca da relevância do tema, por meio de eventos com pa-lestras, as quais ajudem a população a identificar quais companhias são susten-táveis. Dessa maneira, tais ilegalidades poderão ser extinguidas, a preservação da natureza terá uma maior confiabilidade e espera-se que a Conferência de Esto-colmo continue sendo um símbolo de escolha para um futuro melhor na Terra.