Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional

Enviada em 21/09/2024

Pega no “Greenwashing” (termo em inglês para “lavagem Verde”), a empresa Fiat, foi advertida pelo CONAR devido a uma falsa alusão ecológica na campanha de um de seus produtos, o “pneu Verde”. Este comportamento, pode levar a grandes impactos organizacionais às empresas que o adotam, promovendo a desvalorização da marca e a diminuição da confiabilidade aos olhos do consumidor, influenciando em suas escolhas.

Diante desse cenário, é preciso salientar que uma das principais causas desse problema, é a lucratividade. Em outras palavras, burlar a burocracia e os custos adicionais para, ainda sim, se adequarem a uma imagem ecologicamente correta. Esse fato, evidência deficiências na gestão e fiscalização dos produtos que são comercializados quanto aos órgãos responsáveis pela defesa dos direitos do consumidor. Tal observação, pode ser exemplificada pelas embalagens que alegam erroneamente, produtos 100% ecológicos, caso da palha de aço da marca Bombril, em matéria publicada pela Proteste, após anos de denúncias recebidas na plataforma.

Ademais, a negligência dos órgãos reguladores na demora em análise às denúncias e na aplicação de sansões, bem como a baixa fiscalização nos comércios populares, contribuem diretamente para o crescimento desordenado da prática do “Greenwashing” por diversas marcas. Sendo assim, frear a publicidade enganosa contida nessas jogadas de marketing, tem se mostrado um enorme obstáculo, enquanto consumidores de todo Brasil, são induzidos ao erro diariamente.

Deste modo, faz-se necessário maior empenho da população, na denuncia conta essas fraudes comerciais. Em conjunto com entidades como o CONAR, que através de concursos públicos, realize a contratação de maior equipe e possa agilizar o aferimento das denúncias e aplicação das autuações. Assim, os efeitos dessa “omissão organizacional”, poderá ser analisada pelos consumidores que farão a escolha consciente dos produtos disponíveis.