Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional

Enviada em 10/12/2024

Segundo o filósofo, Michael Foucault, na sociedade pós-moderna, há o silenciamento de temas relevantes para que as estruturas de poder prevaleçam. Nessa premissa, muitas empresas disserminam informações falsas visando apenas seus interesses lucrativos. Nisso, a prática de greenwashing tem forjado medidas sustentáveis, levando a uma falsa sensação de segurança.

Inicialmente, temas relevantes que garantam a dignidade e bem-estar social são pautados rotineiramente em virtude da crise, sem precedentes, que o mundo vive. Convém ressaltar, que a promessa de políticas públicas ou de iniciativa privada para contribuir com um mundo melhor são reinteradamente apresentada, porém pouco executada. Sendo assim, a prática de greenwashing no contexto organizacional tem seu projeto desviado em virtude de fins nada ecológico. Com isso, “o planeta pede socorro” vem se tornando um clichê, por exatamente vivermos em um faz de conta.

Vale ressaltar que o meio ambiente é contitucionamente um objeto para ação popular, quando se pretende defender o ecossitema. Para além desse remédio constitucional, o governo tem o dever de excutar medidas para garantir a fidedígna proteção ambiental, seja pelos órgãos como IBAMA e as demais polícias ambientais, através do flagrante e detenção, seja pela polícia administrativa, através de fiscalizações de empresas que rotulam produtos com propósitos sustentáveis e não são, aplicando sanções devidas até a interdição delas, se nescessário for.

Em suma, importa destacar o relevante papel do Estado brasileiro para coibir práticas desleais contra a preservação ambiental. Portanto, faz-se nescessário ações do ministério do meio ambiente, executando medidas que obriguem as empresas adequarem suas fabricas para uma produção sustentável, com a presença ostensiva de agentes públicos, a fim de coibir qualquer fraude utilizando o greenwashing.