Os perigos da prática de greenwashing no contexto organizacional

Enviada em 20/05/2025

No filme “Avatar”, destaca-se a conexão profunda dos Na’vi com a natureza e a importância de respeitar-se a vida e todas as suas formas. Em oposição a essa perspectiva, há estratégias organizacionais perigosas como o Greenwashing que mascaram esse vínculo. Por conseguinte, há dois principais empecilhos que corroboram a problemática em questão: a busca desenfreada por lucro e a falta de zelo empresarial com o meio ambiente.

Em primeira análise, vale ressaltar a afirmação de Karl Marx sobre o Sistema Capitalista, ao explicar que “O capitalismo gera o seu próprio coveiro.” Sendo assim, a procura incessante por lucro, por parte de grandes empresas, muitas vezes prioriza o capital em detrimento ao meio ambiente. Nesse sentido, são exemplos, desmatamento, uso de substâncias químicas e insumos agrícolas e a emissão de gases prejudiciais à camada de ozônio.

Outrossim, estratégias publicitárias como o Greenwashing, majoritariamente, ocultam a perspectiva da sociedade sobre a degradação ambiental ocasionada por instituições empresariais, além de posicioná-las como ecologicamente responsáveis. Nesse contexto, exemplos do método supracitado são inúmeros rótulos de produtos que afirmam ser sustentáveis, independentemente da veracidade de suas características. Dessa forma, há o apelo comercial emocional com foco na empatia.

Em suma, urgem ações solucionadoras para o revés previamente citado. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, juntamente com prefeituras municipais, o incentivo a campanhas de conscientização sobre os perigos da priorização do rendimento empresarial ilimitado, em negligência a preocupações ambientais a longo prazo. Além disso, é necessária a instauração de leis mais rígidas a respeito de estratégias de marketing enganosas como o Greenwashing. Por fim, desse modo, a conexão dos cidadãos com os ecossistemas, assim como o respeito à natureza serão instaurados.