Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/04/2018

O plano Cohen foi um falso documento idealizado por Getúlio Vargas, cujo objetivo era manipular a política da época. Hodiernamente, esse tipo de informação configura-se como fake news, as quais, devido a questões sociopolíticas, acarretam em más consequências para a sociedade. Nesse sentido, o rendimento financeiro e o baixo conhecimento populacional evidenciam a necessidade da promoção de ações sociais, com o fito de sanar o problema abordado.

Mormente, cabe pontuar que o lucro gerado pelas notícias falsas é um dos principais responsáveis pela disseminação delas. Isso ocorre, pois as empresas, motivadas pela quebra dos valores morais e pelo individualismo da Modernidade Líquida, conforme defendido pelo sociólogo Zygmunt Bauman, propagam informações erradas, com o intuito de obterem um bom rendimento no mercado informacional. Diante disso, há a forte exposição de reportagens sensacionalistas nos grandes meios de comunicação, as quais influenciam o comportamento dos leitores, podendo prejudicá-los, como é o caso das dietas milagrosas.

Outrossim, a escassa procura da veracidade informacional pelas pessoas agrava o espalhamento das fake news. Essa problemática acontece devido à influência do meio técnico-científico-informacional nos hábitos sociais, visto que, atualmente, existe um forte fluxo de informações e comunicação. Entretanto, tao espontaneidade, em consequência da fraca instrução, não é acompanhada pelo senso crítico populacional quanto às notícias recebidas. Por esse motivo, a sociedade torna-se alienada no processo de exposição das fake news, tendo suas decisões influenciadas de forma errônea, assim como ocorreu nas eleições de 2015 dos Estados Unidos.

É evidente, portanto, que as notícias falsas precisam ser retiradas do contexto social brasileiro. Por isso, cabe ao Legislativo promulgar a lei que tramita no Congresso Nacional acerca da criminalização do espalhamento de informações erradas, com o fito de punir os propagadores delas. Também, urge da mídia, por meio de propagandas educativas nos principais canais da televisão aberta e nas redes sociais, persuadir a população a reconhecer e denunciar as fake news. Ademais, empresas virtuais, como o Google e o Facebook, devem se mobilizar em prol da fiscalização das postagens na internet; bem como devem emitir relatórios expondo os principais criadores de reportagens errôneas, a fim de prevenir os internautas.