Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 20/04/2018

Devido a Revolução Técnico-científico ocorrida no século XX, desenvolveu-se a internet, que ampliou a propagação de informações e o acesso a elas. Todavia, a internet oriunda dessa revolução é usada no Brasil como divulgadora de boatos e notícias falsas, o que acarreta efeitos nocivos às vítimas e manipulação ideológica.

Nesse contexto, a difusão de notícias inverídicas ocasiona impactos danosos às vítimas, visto que a publicação e informações errôneas e boatos fere a moral cidadã do afetado, além da configuração de preconceitos e até violência, por exemplo, o fato divulgado pelo Portal G1, em que uma mulher inocente, apontada nas redes sociais como sequestradora de crianças foi espancada por vizinhos. Por conseguinte, vários brasileiros vítimas das fake news vivenciam a discriminação e a exclusão social.

Ademais, consoante ao ideário durkheimiano de que o meio social determina o comportamento humano, conclui-se que artigos falsos são usados para manipular ideias. Isso porque, conforme pesquisas mais de 60% dos brasileiros não sabem identificar notícias falsas, logo, políticos e ativistas disseminam textos sem base factual nas mídias sociais para que a população   adote seus ideais.

Urge, portanto, a necessidade de medidas cabíveis para o combate as fake news no Brasil. Sob essa ótica, o Ministério da Educação deve distribuir nas escolas cartilhas que listem características das falsas notícias, para que ao reconhecer não haja propagação da informação. Outrossim, é mister que nas escolas seja desenvolvido o senso crítico, em que essa medida atrelada ao papel dos veículos de comunicação de divulgar a verdade por trás das calúnias, levará ao questionamento e reflexão da população brasileira acerca de qualquer informação.