Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/04/2018

Durante o governo de Getúlio Vargas, um suposto plano para a implementação do comunismo no Brasil, difundiu-se pela sociedade por meio dos veículos midiáticos. Por conseguinte, o presidente declarou estado de guerra e suspendeu os direitos constitucionais. Mais tarde, porém, descobriu-se que o plano chamado de Cohen era uma mentira a fim de justificar os atos de Vargas. No século XXI, as notícias falsas prevalecem e são difundidas mais rapidamente devida a globalização, aumentando perigos como os cibercrimes e a difamação.

Inicialmente, é importante notar a relação entre as “fake news” com os crimes ocorridos na web. Hackers usam links com notícias falsas para atraírem acessos e por meio deles espalham malwares por toda a internet, colocando em risco a segurança da sociedade. Segundo um estudo publicado na revista Science, uma notícia falsa tem cerca de 70% mais chances de ser repassada, dessa forma os usuários correm um enorme risco de serem infectados por links maliciosos.

Outrossim, apesar de ser considerada como crime, a difamação é outro perigo na era da informação que atinge, principalmente, as pessoas públicas. Por meio das “fake news” é possível espalhar informações errôneas que ferem a honra e reputação de alguém. Como exemplo, é possível citar a notícia espalhada durante as eleições nos Estados Unidos, sobre o assassinato de um agente do FBI suspeito de vazar e-mails de Hillary Clinton, levando muitos a acreditarem que foi uma morte instigada por fins políticos.

Em suma, é imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter esse cenário. A mídia como influenciadora de massas, deve divulgar os sites existentes para a verificação de notícias, com o intuito de que antes de compartilharem as pessoas verifiquem a veracidade e não coloquem em risco sua segurança. Além disso, deve haver uma melhor fiscalização do descumprimento da lei da difamação pelo Poder Judiciário.Assim,será possível deixar no passado as notícias falsas, como aquela da Era Vargas.