Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/10/2018
O filósofo iluminista Voltaire foi um importante defensor da liberdade de expressão. Entretanto, no Brasil tal direito está sendo usado para a disseminação indiscriminada de falsas informações. Esse fato acarreta consequências, como a insegurança na veracidade dos acontecimentos, a alienação das pessoas e a morte de inocentes, causadas pela deturpada realidade de falta de senso crítico da população e de uma legislação específica para esse tipo de ação.
Nesse contexto, é inegável a existência de “fake news” desde o início das civilizações e de sua persistência na sociedade. Um exemplo disso foi a implantação do Plano Cohen, documento falso revelado pelo governo brasileiro durante a Era Vargas, que continha um projeto para a tomada de poder pelos comunistas. Ele foi falsificado com a intenção da instauração da ditadura do Estado Novo, viabilizando-a em 1937. Dessa forma, essa dispersão de notícias adulteradas continua acontecendo e se tornando cada vez mais comum devido à falta de conhecimento e de procura pela verdade dos brasileiros, afetando a confiança social e criando um ambiente de insegurança acerca de qualquer informação.
Sob essa ótica, verifica-se a terceira Revolução Industrial como impulsionadora para a propagação de informes falsos. Visto que, a partir desse advento, surgiu a internet, possibilitando a transmissão de um dado para milhões de pessoas em milésimos de segundo. Porém, muitos desconhecem as consequências dessa facilidade de divulgação, como o fato de que a publicação de uma mentira pode fazer com que muitos acreditem na mesma. Tal problemática desencadeia a perseguição e a mote de inocentes, pois há a ausência de fiscalização e de punição para essas disseminações.
Portanto, torna-se imperativa a ação do Estado, por meio do poder legislativo, na criação e aprovação de uma lei que admita como crime a dispersão de comunicados falsos, juntamente com a melhoria da fiscalização da veracidade das notícias pelo poder judiciário, analisando denúncias de publicações em redes sociais. Ademais, é imprescindível a criação de campanhas educativas pelas mídias sociais, como vídeos explicativos sobre a importância da verificação da informação antes de propagá-la e sobre os perigos da alienação perante às “fake news”. Objetivando assim, a diminuição da crença da população em qualquer tipo de informe e da proliferação de dados inverídicos.