Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/04/2018

No período da Guerra Fria é observada uma grande quantidade de informações falsas entre os Estados Unidos e a Rússia. Nesse sentido, esse processo era conhecido como espionagem e contraespionagem. Logo, pode ser traçado um paralelo entre a quantidade crescente de notícias falsas no mundo com a era pós nova-ordem mundial. Ou seja, o excesso de dados e a dificuldade de lidar com estes, acarreta em brigas ideológicas. Em primeiro lugar, como em menos de vinte anos a tecnologia cresceu de forma absurda, as pessoas não conseguiram se adequar à ela. Isto é, como aponta o escritor Alvin Toffler, que nesse milênio é necessário que as pessoas sejam capazes de aprender, desaprender e a reaprender tudo, de forma constante. De tal forma, que o ser humano não esta habituado a processar grandes informações, gerando patologias, como, por exemplo, a Síndrome do Pensamento Acelerado, de acordo com o psiquiatra Augusto Cury. Essa inépcia ao tratar de assuntos pelas mais diversas vias - principalmente, redes sociais - e por seu grande volume, dá a brecha para que as mais diversas convicções sejam pregadas. Sem dúvida, um exemplo é o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco. Este, logo após sua morte, uma infinidade de notícias falsas apareceram, a fim de degrinir sua imagem. Embora que estas fossem esclarecidas, o raio de alcance não é tão grande quanto a primeira onda de informes. Fica evidente, portanto, que é necessária a coibição desse tipo de informação, principalmente quando é usada com vies ideológico. Nesse contexto, como essas notícias são compartilhadas, principalmente, via redes sociais (Facebook e WhatsApp), é necessário que os usuários indiquem e marquem as notícias falsas. Haja vista a facilidade de propagação, é indicado que haja sempre um aviso para que a pessoa faça um “Check Fact” antes de compartilhar. Enfim, algum dia iremos a aprender a desaprender e a reaprender.