Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 24/04/2018

Na sociedade atual, a rápida e livre circulação de ideias e notícias tem sido possível graças à globalização. Hoje, devido ao acelerado processo de evolução das tecnologias, é capaz de se comunicar com o mundo todo de forma prática eficiente. Entretanto, essas ferramentas têm sido utilizadas para a divulgação de fake News: notícias falsas que aparentam veracidade. Dessa forma, é importante entender as influências e os impactos dessa problemática no contexto atual.

Primeiramente, convém enfatizar a manipulação exercida pela propagação dessas notícias. Em 2017, muito se debateu sobre as eleições norte-americanas entre Donald Trump e Hillary Clinton, na qual o atual presidente foi acusado de se beneficiar das notícias falsas sobre sua opositora. Atualmente, devido à massificação das redes sociais, muitos candidatos aproveitam desses artifícios para atrair eleitores, os transformando em marionetes incapazes de exercerem a mediania. Diante disso, os candidatos interferem no direito da população à informação, fragilizando, dessa forma, o princípio da equidade, base da democracia brasileira proposta pelo filósofo Aristóteles.

Ademais, cabe destacar os efeitos irreversíveis que essas notícias causam na sociedade. Hoje, as redes sociais têm sido muito utilizadas para a prática do ciberbullying: violência que visa amedrontar, intimidar ou difamar a vítima por meio da internet. Por exemplo, em 2014, uma moradora paulista foi espancada até a morte após divulgação de boatos falsos contra a mesma. Nesse sentido, pode-se salientar a alienação por parte da sociedade ao não buscar a autenticidade da informação, corroborando, assim, com o pensamento da modernidade líquida do sociólogo Zygmunt Bauman.

Fica claro, portanto, a magnitude dessa problemática no contexto atual. Dessa maneira, torna-se necessário que as gerências das redes sociais, como o Facebook, impeçam a propagação de fake News no ambiente virtual, por meio de softwares e de uma equipe prontificada para detectar a fidelidade da notícia. Outrossim, é fundamental que a sociedade se torne capaz de exercer o senso crítico e, deste modo, procure as fontes da informação antes de compartilhá-las na rede. Assim, o princípio proposto por Aristóteles continuará a estimular a mediania aos cidadãos e promover o bem comum.