Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/04/2018

No período Medieval, muitas pessoas eram consideradas como “bruxos” e condenadas à morte, após a disseminação de ideias falsas acerca delas. Não muito distante do que acontece hoje, na era da informação, as Fake News acabam por expor perigos para a sociedade: crimes contra o caráter de um indivíduo, danos à Pessoas Jurídicas ou, ainda, mudança no rumo de eleições.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que o compartilhamento de notícias falsas pode causar prejuízos a indivíduos e empresas, por vezes, irreparáveis. Em virtude de um mundo globalizado, altamente conectado, a agilidade com que as informações chegam é assustadora. Por isso, principalmente, nas redes sociais, onde não há muita regulamentação do que está sendo exposto, a difusão de inverdades é altíssima. Como consequência, essas podem causar danos: falência, difamação, homicídio, perseguição e suicídio.

Além disso, vale destacar que a propagação dessas notícias pode ter alterado o curso das eleições mais recente dos EUA. Apesar das acusações valerem para os dois lados, Republicanos e Democratas, ficou comprovado o uso de I.A. para o espalhamento de falsas premissas. Logo, é necessário tomar muito cuidado para que isso não venha desviar o rumo da Democracia.

Diante disso, é fundamental enfatizar a importância de combater essa rede de mentiras. Deve ser incentivada a criação de leis, como o projeto do Deputado Luiz Carlos Hauly, penalizando quem insistir em dispersar falsas indagações. É necessário, também, conscientizar a população para realizar o “Fact Check”, através de campanhas e propagandas em canais de TV abertos, alertando para os perigos aqui expostos. E, por último, a criação de uma inteligência da ONU, para que possa ser feito o rastreamento das Fake News, chegando aos seus autores, e averiguação na circulação dessas notícias, afim de punir os culpados e retirar do ar o que não verdade ou incompleto.