Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/05/2018

Cogita-se com muita frequência, no Brasil, a respeito das notícias falsas vinculadas nas redes sociais e os impactos negativos que têm cansado. Isso se evidencia tanto nas mortes causadas por divulgações, quanto nos diversos brasileiros que se tornam alienados sem se preocupar na veracidade das informações.

Em primeira instância, é importante ressaltar que muitas pessoas foram vítimas das fake news, em casos mais extremos, a morte é o fim. Prova disso, foi noticiado pelo Jornal O Globo, que em Guarujá, São Paulo, uma mulher foi espancada até a morte por ter uma notícia falsa com sua foto, afirmando que ela usava crianças para fazer magia negra. Esse é apenas um dos muitos casos com consequências trágicas e denota que os agentes do crime não são apenas aqueles que sujam as mãos, mas também, todos os compartilhadores das fake news.

Outrossim, a sociedade virtual tem como prioridade curtidas e um alto número de visualizações e os indivíduos são influenciados por essa visão enganosa. A maioria das notícias atualmente divulgadas sofrem alterações parciais ou até mesmo totais, quando não são inventadas a fim de comover os leitores e influenciarem a divulgar. Ademais, a falta de preocupação das pessoas em saberem a fonte e a veracidade das notícias, apenas compartilhando de forma mecânica, aumenta de forma exponencial as tragédias ocorridas.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Governo em parceria com o Poder Judiciário, instalar delegacias especializadas na investigação de fake news e os seus divulgadores, punindo-os e reeducando ao uso consciente das redes sociais. Por fim, as escolas com o seu papel educador em consonância com a própria mídia, alertarem a todos do perigo de compartilhar as informações falsas e a necessidade de lerem e se informarem por meio de outras fontes e até onde as notícias são verdadeiras.