Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/04/2018

Segundo o filósofo Habermas, os meios de comunicação seriam fundamentais para a conquista da razão comunicativa. De fato, com o advento de aparatos da tecnologia, como os telefones móveis - em conjunto com a internet - foi possível a informação atravessar fronteiras. Contudo, todo esse desenvolvimento nem sempre é bem utilizado, visto que muitos indivíduos tem feito do “mundo virtual” palco de boatos e mentiras, o que pode trazer más consequências a sociedade.

Sócrates afirma, em uma de suas parábolas, que a informação deve passar por três “peneiras”, sendo que a primeira a da verdade. No entanto,  a sociedade não tem feito isso. Devido a necessidade de ganhar seguidores nas redes sociais, ou até mesmo prejudicar a imagem de algum famoso, sites sensacionalistas utilizam do compartilhamento de falsas notícias. Um bom exemplo foi o que aconteceu durante o período do reality show - BBB 2018 - que esses sites utilizaram de mentiras e recorte de conversas para enaltecer uns participantes e denegrir outros.

É importante destacar ainda, que a divulgação de histórias falsas pode originar ações violentas, e levar à morte. Como ocorreu em 2014, uma mulher foi espancada até a morte, na cidade de Guarujá (SP), depois de ser acusada, em boatos no meio virtual, de que era sequestradoras de crianças. Entretanto, a vítima era inocente. Tal situação evidencia a gravidade da divulgação e compartilhamento de notícias sem saber a veracidade delas.

Conforme Nelson Mandela, são as ações positivas as responsáveis pela mudança do mundo. Diante disso, o fator crucial para inibir a propagação de falsas notícias é a construção de uma sociedade mais crítica, capaz de investigar as fontes das informações que lê, e disposta a denunciar os autores. Além disso, o Legislativo deve modificar leis já existentes para que punam os que compartilham boatos, por meio de multas, e de forma mais severa os que buscar justiça com as “próprias mãos”, tornando assim, crime hediondo.