Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/04/2018

Notícias falsas, meias verdades ou informações descontextualizadas. Palavras como essas descrevem perfeitamente o caótico e atuante papel das fake news “ falsas notícias” na mídia a nível mundial. Nesse contexto, embora esses boatos sejam divulgados rapidamente, podemos notar que essas inverdades ocorreram também ao longo da história. Além disso, hoje, no Brasil essas inverdades se intensifica  e são ainda mais espalhadas devido à polarização política.

Primeiramente, podemos notar que as falsas notícias sempre estiveram presentes ao longo da história. Na segunda guerra mundial, os Estados Unidos, com o objetivo de enganar as tropas de Hitler, criou falsos tanques de guerra e exércitos fantasmas com a intenção de intimidar o poderio alemão. Com isso, podemos notar que a promoção de boatos  não é tão atual, uma vez que desde aquela época já existia a tentativa de disseminar inverdades e enganar os oponente com uso de táticas de guerra. Consequentemente, tal prática não foi cessada, pelo contrário, atualmente, isso é ainda mais difundido em virtude da ampla conexão das redes sociais a nível mundial.

Em face desse cenário, hoje, a divulgação de falsas notícias é amplamente divulgada devido à polarização política partidária vigente. De acordo com o cientista político Pablo Otellado da Universidade de São Paulo (USP), notícias falsas tendem a fazer sucesso nas redes sociais pelo fato dessas informações estarem ligadas aos sentimentos partidários. Como exemplo, recentemente, a senadora Gleisi Roffmann reportou em redes árabes que o Lula seria um preso político e pressionado pela mídia para permanecer encarcerado. Contudo, essa menção se trata de uma inverdade, pois todo o processo do ex-presidente foi julgado por juízes e até mesmo pela Suprema Corte. Assim, recorrer à mídia interacional e disseminar meias verdades, mostra-nos como o partidarismo político inflama a divulgação de um discurso falacioso. Em virtude disso, tal ocorrência poderia gerar conflitos entre nações, sabendo que tal atitude da líder do partido dos trabalhadores foi inconstitucional, pois coloca em risco a segurança do país, além de quebrar a Lei de Segurança Nacional.

É possível perceber, portanto, que a propagação de notícias falsas é fruto de um contexto histórico e é alimentada pela forte polarização política brasileira. Desse modo, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com escolas e universidades, por meio de convenções, palestras e fóruns de debate com a presença de especialistas no assunto, mostre à sociedade civil os perigos que as falsas podem gerar no país. Também, é fundamental que o Governo em parceria com as redes sociais, por meio da criação de delegacias especializadas em crimes cibernéticos, multem e apliquem penas para os promotores de falsas notícias com o fito de atenuar a problemática no Brasil.