Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/05/2018

Na década de 1930, no governo de Getúlio Vargas foi elaborado o Plano Cohen, um falso artigo com a proposição de que os comunistas queriam tomar o poder. A notícia foi alastrada causando um caos na sociedade o que levou Getúlio a implantar um governo ditatorial. Nesse contexto a disseminação de “fake News” traz perigos como a punição de alguém apenas pela falta de informação e a influencia que pode ter sobre as eleições.

Com a dispersão das “fake News” nas redes sociais as pessoas compartilham informação sem fatos. Em 2013 uma senhora foi condenada a pagar 10 mil de indenização por danos morais a um veterinário por compartilhar uma crítica falsa sobre ele. Dessa maneira, o espalhamento de Notícias falsas nas redes sociais prejudica a maioria da sociedade, tanto os que apenas olham e acreditam e os que compartilham, sobretudo pela falta de disposição ou mesmo da natureza curiosa de buscar saber mais sobre a informação.

Somado a isso, existe também um grande índice de sites falsos feitos para caluniar candidatos. Em novembro de 2016, na véspera da eleição dos Estados Unidos um site na Califórnia Divulga uma notícia falsa sobre Hillary Clinton na qual pressupõe que a família que matou um agente do FBI acusado por vazar e-mails da candidata. Desse modo, a criação de Notícias falsas para elogiar ou atacar candidatos influenciam muito em uma eleição pois, a propagação dessas é grande no que prejudica não só os candidatos, mas também o posicionamento e pensamento político do indivíduo.

Pode-se, perceber, portanto, que a grande vulgarização de Notícias falsas dificulta a erradicação desse problema. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que haja uma parceria redes sociais com poder judiciário para uma maior fiscalização de Notícias falsas nas redes e para que o praticante dessa seja punido penalmente e judicialmente. Ademais é preciso também a união do TSE com os meios de comunicação para o supervisionamento de Notícias falsas em relação às eleições. Talvez, assim, o esgotamento das “fakes news” deixem de ser uma Utopia na era informacional