Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/05/2018

O filme “A Rede Social” adapta a história da fundação e do início da empresa hoje denominada Facebook. Na obra, fica claro que o sucesso na adesão de usuários não era previsto sequer pelos fundadores da rede, evidenciando então a surpresa da população mundial com o número atual de usuários na ordem dos bilhões. Nesse cenário, com o advento da internet em diversos setores, a propagação de informações, relevantes ou não, foi facilitada e, então, se tornou problema relevante na esfera político - social. Nesse contexto, é notável que a divulgação de notícias falsas ganhou pertinência pelo uso indevido em processos democráticos. A campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi marcada por acusações envolvendo desde inflação de dados relevantes à suas propostas, até acusações infundadas sobre a trajetória de seus concorrentes. Logo, a dinamização vista com as novas tecnologias comunicativas associada com a desonestidade podem ser ferramentas para influenciar a população, cenário incondizente com a justiça proposta pelos processos democráticos.

Além disso, boatos na era digital podem ser precursores de tragédias em meio à população civil. O linchamento de Fabiane Maria de Jesus - Guarujá, São Paulo -, advindo de notícia falsa, é exemplo disso, uma vez que a população, influenciada por mentiras sobre a vítima, pouco se preocupou com a veracidade do que leu, tirando a vida de quem nada tinha a ver com o caso. Dessa maneira, o despreparo dos indivíduos no sentido da verificação de fatos é fator preponderante na continuidade da publicação das “Fake News”.

Portanto, para aguçar o combate à publicação de notícias falsas nos meios digitais de comunicação, o Estado deve deflagrar uma campanha nacional em prol do fim desse fenômeno. Para tanto, deve-se impor no sistema educacional palestras e aulas dedicadas ao entendimento sobre verificação de fontes de qualquer informação por parte do leitor. Como resultado, a vantagem em se divulgar notícias sem embasamento seria reduzida, já que a população, em algum tempo, estaria apta a lidar com a dinâmica da informação no século XXI