Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/05/2018
A chamada Era da Informação trouxe à sociedade a possibilidade da divulgação de notícias e publicações de forma descentralizada, fato que permitiu a todos os indivíduos o acesso a dados de forma nunca antes vista desde a invenção da imprensa. Entretanto, tal avanço traz consigo alguns entraves com relação à confiabilidade das informações divulgadas e o surgimento das chamadas Fake News, notícias falsas facilmente encontradas na World Wide Web. Diante disso, considere-se necessário um maior engajamento do Poder Público em consonância com Instituições formadoras de Opinião, visando à melhoria da atual situação na sociedade contemporânea.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de esclarecimento com relação à importância da consulta as fontes da informação é um fator determinante para a persistência do entrave abordado. Esse cenário é vivenciado como uma consequência do sistema educacional vigente, que gera um desinteresse aliado ao desconhecimento por parte da população dos perigos relacionados à criação e divulgação de tópicos de fonte duvidosa. Tal conjuntura aliada ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento sobre o mundo que a cerca é preocupante, pois a falta de informação confiável gera cidadãos alienados e influenciáveis, inaptos a e entender de maneira correta a realidade que os cerca.
Em consequência disso, o compartilhamento e a criação de tais informações persiste, levando instituições a busca de soluções, como o reconhecimento da tipificação de crime previsto no Código Penal (artigo 41), porém poucas foram as iniciativas adotadas. Esse entrave, de acordo com as ideias do filósofo contratualista John Locke configura-se como uma violação do “Contrato Social”, uma vez que o Estado por ignorar os perigos das Fake News, acaba por ferir a Constituição Federal, que garante a todos o acesso á informação (de qualidade), que em tese tornaria os indivíduos mais informados e não alienados.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo de a atenção devida ás informações divulgadas, mediante a criação de programas de investigação, por parte da Polícia Federal, visando a identificação de tais notícias de fonte duvidosas, destinando parte dos profissionais de TI ao monitoramento de notícias falsas relevantes, aplicando sanções aos responsáveis. Ademais, é imprescindível que Instituições Formadoras de opinião incentivem e engajem os cidadãos na busca pelas fontes da informação, por meio de campanhas publicitárias divulgadas nos diversos meios de comunicação, a exemplo de anúncios publicitários em programas televisivos. Dessa forma, a sociedade terá o acesso a informações mais confiáveis e embasadas.