Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/05/2018
A imprensa , criada por Johann Gutenberg no século XV, possibilitou não só a dinamização das informações, mas também ao acesso facilitado a elas.Hodiernamente, vive-se o período Tecnocientífico Informacional, em que, por intermédio da internet, as informações circulam com maior rapidez. No entanto, devido a essa modernização, houve também o crescimento de notícias falsas, as chamadas “fake news”, que em muitos casos acabaram prejudicando a vida de milhares de pessoas. Isso ocorre uma vez que há tanto a ínfima busca de fontes confiáveis quanto a deficiente atuação das famílias e escolas.
Em primeiro lugar, ressalta-se que a acomodação de muitos indivíduos em procurar fontes de informações confiáveis facilita a disseminação de “fake news”. Nesse contexto, as mentiras espalhadas podem ser usadas de várias formas. Nos Estados Unidos, só para ilustrar, as eleições, segundo a polícia de inteligência, foram infectadas pelas notícias mentirosas , acarretando na vitória do atual presidente norte-americano. Além disso,no Brasil, essas notícias , infelizmente, já resultaram em desde homicídios, a exemplo da morte de Fabiane Maria de Jesus em 2014, acusada erroneamente de praticar bruxaria; até a edição de imagens, com o intuito de denegrir a imagem de determinado indivíduo.
Outrossim, é importante salientar o pensamento do célebre educador Paulo Freire, o qual afirmava: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nesse sentido, a intervenção dos pais juntamente com os professores no que diz respeito a esclarecer sobre os perigos e as consequências que a notícia enganosa pode ocasionar é fundamental para evitar e minimizar os possíveis danos de sair compartilhando algo indevido. Isso porque as crianças e os jovens são mais facilmente influenciados e ,dessa forma, propensos a difundir sem analisar de maneira crítica o que chega até eles.
Evidencia-se , portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse viés, cabe ao Estado, na figura do Ministério da educação, por meio da divulgação em redes sociais e televisivas, estimular a sociedade a buscar fontes confiáveis de notícias, sem falar na capacitação de profissionais que atuem na fiscalização e identificação de pessoas que repassem as “fake news”, a fim de que haja punição,como multas ou prisões aos acusados. Some-se a isso, a participação cooperativa entre as famílias e escolas , por meio de palestras, ensino da educação digital e entrega de cartilhas educacionais, no sentido de munir os cidadãos a não somente identificar, mas também combater tais notícias.