Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/05/2018

Fake news: cooperação é sempre a melhor opção

Brexit. Eleições nos Estados Unidos. E falsas acusações sobre pessoas públicas. Em um mundo cada vez mais complexo, as fakes news tornaram-se verdadeiros desafios para a sociedade, disseminando notícias levianas no contexto de mudanças políticas e socioeconômicas. Nesse sentido, a falta de uma definição concreta sobre esse fenômeno e a exiguidade da criticidade dos internautas colaboram para tornar ainda mais perigosa a sua disseminação.

Nesse contexto, esse fenômeno surge em uma época de forte influência de países democráticos na globalização. Por isso, regulamentá-la por meio do Estado, com base em uma “pré-conceituação”, é considerada uma medida antidemocrática e oportuna para o controle da liberdade de impressa. Isso porque, por ser um fenômeno recente e de grande escala global, torna-se difícil para essa instituição sistematizar a circulação de informações. A Malásia, por exemplo, foi o primeiro país a criar uma lei contra esse processo, no entanto, a mídia local acredita ser inconstitucional – uma vez que tal país possui históricos de abuso de poder.

Além disso, é preocupante o pouco contato das instituições escolares  com as tecnologias. Apesar de atualmente o mundo digital estar mais presente na vida dos estudantes, muitas escolas– principalmente em países emergentes e subdesenvolvidos – ainda não realizam a integração com as mídias digitais de forma efetiva. Somado a isso, os próprios professores ainda não possuem habilidades necessárias para ministrar as suas aulas com aparelhos tecnológicos e de discutir sobre eles. Assim, tais intempéries dificultam que haja uma prevenção efetiva contra os efeitos das fake news.

Portanto, a falta de descrição definida e de educação digital tornam ainda mais complicado combater tal fenômeno. Nesse contexto, é necessário que a UNESCO elabore um projeto em cooperação com os países da ONU para inserir as tecnologias no ambiente escolar em países periféricos e emergentes. Por seguinte, os próprios Estados devem criar leis que preparem o professor para estar inserido no ambiente das tecnologias. A partir dessa base, seria possível que os educadores ministrem minicursos e debates sobre a importância de se verificar fontes de notícias e as consequências de se compartilhar notícias de caráter duvidoso nas redes sociais. Somente por meio dessa cooperação é possível despertar nos estudantes o senso crítico ao ler uma notícia e a motivação para sempre se manter bem informado.