Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/05/2018
É incontrovertível que a internet foi um dos maiores marcos do século XX. Revolucionária, a internet quebrou barreiras na comunicação, permitindo a disseminação de informações em escala global e trazendo inúmeros benefícios à hodierna sociedade brasileira. Porém, em mãos erradas a internet pode transformar-se em uma poderosa arma para a disseminação de informações não verídicas. No contexto atual, onde o tempo engole o homem e a busca por informações se torna mais vertiginosa, cair na armadilha de falsas notícias se torna mais comum do que se imagina. Dessa forma, é de extrema relevância destacar como o egoísmo humano e a falta a negligência governamental influenciam na problemática em questão.
Em uma primeira análise é válido afirmar que grande parte dos disseminadores das “fake news” sentem-se seguros de trás de seus monitores e querem que seu conteúdo se propague pelas mídias sociais, independente de ser danoso aos indivíduos que irão recebe-la ou não. Isso acontece porque, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a invisibilidade no ambiente virtual angustia o internauta, na qual tem sua satisfação pessoal condicionada à ascensão de likes e compartilhamentos recebidos. Tal fato tem como sequela a propagação infrene de notícias não verídicas. Visto isso, é comum, por exemplo, ver a incidência de notícias falsas em redes sociais como Whatsapp, Twitter e Facebook.
Atrelado ao egoismo, a falta de engajamento dos parlamentares também potencializa a disseminação das fake news. De fato, existe um projeto na câmara dos deputados para irradicar esse problema, mas falta engajamento dos congressistas para colocar tal projeto em vigor. Uma vez que os projetos são regulamentados pelo parlamento. Consequentemente, milhares de brasileiros são lesados todos os dias em virtude das falsas notícias, como por exemplo, uma senhora que foi apedrejada até a morte por estar sendo acusada injustamente de praticar bruxaria com crianças.
Torna-se evidente, portanto, que o egoísmo humano e a falta de engajamento governamental são os grandes responsáveis pelas incidência das fake news. Nesse sentido, Ministério da Ciência e Tecnologia deve endereçar recursos para universidade e centros de pesquisa para o desenvolvimento de algorítimos que identifiquem e bloqueiem notícias falsas pela internet. Ademais, as ONGs em parceria com a população devem protestar por mais engajamento parlamentar para a punição mais rígida de disseminadores de notícias não verídicas. Dessa forma, a incidências de informações não verdadeiras diminuirá consideravelmente e as de fake news deixarão de ser uma problemática no atual cenário brasileiro.