Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/05/2018
Assim como na teoria do sociólogo alemão, Max Weber, compreender a disseminação de “fake news” na hodiernidade , a partir de uma ação social, é procurar elucidar os fatores que a conduziram a ocorrer. Nessa conjuntura, destaca-se o credo na verossimilhança de todas as notícias que são repassadas nas redes sociais. É evidente que esse cenário fomente falsos alardes na saúde pública, e nas eleições para cargos públicos, inclinação partidária.
É indubitável que notícias falsas geram, muitas vezes, preocupação no contingente demográfico. A principal delas é quando se refere à saúde pública, que causa prejuízos que não são aparentes. A maior consequência dessa defasagem é a maior dificuldade para implantar políticas de combate à situação em questão. Um exemplo disso é a disseminação de movimentos anti-vacinação, que acarreta gastos e perda de tempo em pesquisas para comprovar que os rumores são cientificamente improváveis, acalmando assim, as pessoas. Essa situação já se fez presente no Brasil, no começo do século XX, quando estourou no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, decorrente da propagação de informações errôneas à população, em sua maioria, leiga a respeito do assunto.
Outrossim, os boatos sobre pessoas que concorrem a cargos na gestão pública causam alardes que influenciam as eleições em questão. Isso ocorre, seguindo a lógica darwinista, ou seja, o mais adaptado a essa conjuntura na era da informação, sobrevive e, consequentemente, é eleito. No país, por exemplo, ficaram famosos, na TV, os debates caluniosos nas eleições de 1989 entre os pré-candidatos Lula e Fernando Collor, como forma de ganhar sufragistas a qualquer custo. No entanto, não havia nessa época redes sociais, o que leva ao questionamento sobre o que se esperar nas eleições futuras, já que a propagação de “fake news” são ainda mais decisivas na intenção ao voto, principalmente, entre as pessoas “alienadas” à informação.
Frente ao exposto, torna-se explícito os malefícios que as notícias falsas causam na sociedade. Portanto, cabe ao Legislativo, criar uma proposta de lei, que haja investimentos em tecnopolos, os quais criarão o aplicativo, Antifake, que averiguará a verossimilhança das notícias em questão e abrirá uma sala de bate-papo com internautas que debatam, através de fontes confiáveis, a dubiedade. Além de desenvolver tecnologia capaz de barrar a propagação de boatos na rede. Ademais, as emissoras abertas de televisão, por meio de narrativas ficcionais engajadas, podem representar indivíduos que receberam “fake news” a respeito do zica vírus e a disseminaram, gerando comoção nacional, a fim de alertar o que uma pequena ação pode gerar. Por fim, as escolas devem distribuir cartilhas sobre medidas corretas para evitar esse impasse, construindo assim, cidadãos com pensamento crítico.
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