Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/05/2018
Durante a Antiguidade, em Atenas, era comum a proliferação de “verdades absolutas” propagadas pelos sofistas, as quais não eram questionadas pela população, que serviam como instrumento manipulador de massa. Nesse sentido, mesmo após séculos se passarem, no Brasil não é diferente, visto que atualmente é corriqueira a disseminação de notícias falsas, sem fiscalização da sua veracidade, o que acarreta várias consequências graves. Logo, é um paradoxo afirmar que acontecimentos como esse existam em uma sociedade “evoluída” e que se constituam como um bloqueio para o desenvolvimento social.
É indubitável afirmar, a priori, que a realidade brasileira não está preparada para lidar com tantas informações disponibilizadas em um curto espaço de tempo. Isso ocorre, principalmente, devido à ausência de senso crítico por parte dos indivíduos que, na maioria das vezes, não checa as fontes dos dados que encontra e, consequentemente, confunde notícias verdadeiras com boatos. Dessa forma, as vítimas das “Fake News” (informações falsas) são os que mais sofrem, podendo ser afetados psicologicamente ou até mesmo fisicamente. Prova disso é o que aconteceu em São Paulo com Fabiane Maria, no ano de 2014, que foi espancada até a morte após ser confundida, através de uma falsa informação, com uma suposta sequestradora de criança.
Dessa forma, os direitos básicos a todos os cidadãos, como a liberdade e a segurança - assegurados pela Constituição de 1988 - são brutalmente desrespeitados, em razão de serem apresentados apenas no plano teórico. Sob esse aspecto, o físico Isaac Newton já citava a importância de inserir uma força externa, a fim de alterar o estado de repouso de um corpo. À vista disso, faz-se necessária uma urgente e planejada interferência estatal, com o intuito de resolver tal situação problemática e garantir.
Torna-se evidente, portanto, que, no Brasil, as chamadas “Fake News” acarretam intensos prejuízos que precisam ser enfrentados. Dessarte, para que isso ocorra, o Ministério da Educação aliado às esferas estaduais e municipais devem introduzir nas escolas, desde o ensino fundamental, uma matéria específica responsável por instruir os alunos sobre como filtrar uma informação e identificar se é verídica. Ademais, ela deve fomentar debates por meio de senso crítico, com auxílio de profissionais especialistas no assunto, objetivando evitar a disseminação de mentiras, além de criar uma cultura de questionamento entre os alunos. Assim, através dessa alternativa, gradativamente as notícias falsas não serão mais um problema no país.