Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/05/2018
Segundo Manuel Castells, sociólogo espanhol, na sua obra “Sociedade em rede”, a internet se apresenta como principal agente de impactos sociais pelo seu forte papel influente. Nesse contexto, busca-se entender o crescimento das chamadas “Fake-news” - notícias falsas - viralizadas nas redes sociais devido a negligência dos indivíduos em difundirem informações sem bases confiáveis, ferindo a integridade de muitos, contribuindo para os crimes cibernéticos. Desse modo, nota-se a forte atuação desses boatos na contemporaniedade.
Em primeira análise, o avanço da tecnologia e a globalização são determinantes na rápida disseminação de informações, que, quando produzidas com perversidade, como calúnias e mentiras, afetam a integridade da vítima. Dessa maneira, retomando as idéias de Castells, as notícias se espalham pela rede, fazendo com que a vítima seja difamada e desprezada pela sociedade. Com isso, destaca-se que, pela falta de conhecimento, os usuários de rede tem sido verdadeiras “marionetes”.
Ainda nesse contexto, nota-se o rápido giro das informações, sendo efêmeras e líquidas. Dessa forma, isso por ser embasado segundo a obra “Modernidade Líquida” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, no qual retrata o mundo líquido moderno, onde tudo se esvai tão rapidamente. Nesse sentido, esse ideal de Bauman dá consistência no aumento das “Fake News” a partir de que os indivíduos não buscam informações mais sólidas e concretas.
Logo, enfatiza-se a negligência da própria população na ploriferação das mentiras na rede, sendo necessário medidas para resolver os entraves. Assim, urge que o Estado, nos âmbitos legislativo e executivo, reforce as leis vigentes quanto aos crimes cibernéticos, aumentando as punições aos propagadores das falsas mensagens. Ademais, poderia criar, através de investimentos da Receita Federal, um órgão exclusivo para controlar os falsos boatos. Com isso, seriam enxutos os perigos propiciados pela Fake News.